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Estudantes colombianos admitem uso de violência

Publicado em 23 agosto 2005

São Paulo - Entre 500 alunos da Universidade Nacional da Colômbia entrevistados para um estudo, nada menos que 45,5% disseram acreditar que a violência, em algum grau, é necessária para que os dirigentes da universidade dêem atenção a seus pontos de vista.
Dentro desse grupo, 12,7% foram classificados no estudo como agressores tipo 2. Isso significa que esses jovens admitem a prática de queimar carros ou ônibus em manifestações.
Eles também admitem enfrentar a polícia com armas brancas e usar revólver contra outras pessoas, inclusive as que freqüentam a universidade, e mesmo causar algum tipo de dano físico aos alunos e aos professores da instituição.
Segundo a autora do estudo, Diana Amórtegui-Osorio, o diálogo e as negociações não são concebidos como um meio efetivo de atingir o objetivo pretendido. Para esse grupo, a violência acaba tendo uma repercussão para as autoridades à medida que ele são mais intensos e graves.
Na tentativa de realizar um diagnóstico da cultura da violência universitária na Colômbia, a pesquisa correlacionou os grupos agressores com diversas variáveis.
A maior parte dos que discordam do caminho pacífico é do sexo masculino (82,5% no caso do tipo 2), está na faixa de 18 a 21 anos de idade, é solteiro e não apresenta desempenho acadêmico de destaque.
Agência Fapesp