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Gazeta de Piracicaba

Estuário do Rio Doce continua sendo afetado

Publicado em 05 dezembro 2020

Por Da Redação

O rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015 é considerado um dos piores desastres ambientais ocorridos no Brasil. Após o rompimento da barragem, os rejeitos de mineração percorreram aproximadamente 600 km até alcançar o estuário do Rio Doce na cidade de Regência no Estado do Espírito Santo. Um estudo da Esalq- Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, que acabou de ser publicado na revista Journal of Environmental Management, constatou que, dois anos após o desastre, os níveis de fósforo dissolvido em água ultrapassaram em cinco vezes os permitidos pela Conama. O estudo integra o doutorado do pesquisador Hermano Melo Queiroz, do programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas, da Esalq/USP), que tem a orientação do professor Tiago Osório Ferreira do deparXoseL. Otero Durante o percurso através da bacia do Rio Doce, o rejeito cruzou cidades, vilas e fazendas tamento de Ciência do Solo.

Hermano Queiroz lembra que, durante o percurso através da bacia do Rio Doce, o rejeito cruzou cidades, vilas e fazendas. “ O material do rejeito é rico em óxidos de Fe, minerais que têm alta afinidade com fósforo, ou seja, os óxidos de Fe presentes no rejeito carrearam grandes quantidades de fósforo para o estuário ”. Dois anos após a chegada do rejeito, os pesquisadores observaram que as condições biogeoquímicas do estuário favorecem a dissolução dos óxidos de ferro, levando a uma liberação de fósforo na água do estuário. “ Nossos resultados indicam que os óxidos de ferro estão funcionando como uma fonte contínua de fósforo no ecossistema estuarino levando a um potencial risco de eutrofização ”. A eutrofização é o processo que desencadeia a produção em excesso de algas, o que pode acarretar diminuição da concentração de oxigênio na água e ocasionar a morte de diversos outros organismos, como peixes O estudo contou com financiamento da Fapesp, Fapes, Capes e CNPq além da colaboração de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal Fluminense e da Universidade de Santigado Compostela da Espanha. Pode ser acessado na íntegra em https: ww. science direct. com science article pii/S0301479720315000

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