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Tribuna do Brasil online

Estresse durante a gravidez é nocivo ao bebê, diz pesquisa

Publicado em 31 outubro 2008

Um novo estudo de pesquisadores israelenses indicou que situações de estresse durante a gravidez podem ter efeitos nocivos sobre os filhos. A pesquisa é da Escola de Farmácia da Universidade Hebraica de Jerusalém que apontou que o estresse pode retardar o desenvolvimento das crianças e provocar problemas de aprendizagem e de atenção, ansiedade, sintomas depressivos e até mesmo autismo.

Por meio de testes de laboratório realizados com ratos, os pesquisadores compararam os comportamentos de filhotes de mães estressadas com os de mães que não foram submetidas a situações de estresse. Foram comparados também os resultados de diferentes situações de estresse e diferentes períodos da gestação.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Marta Weinstock-Rosin, quando as ratas grávidas eram submetidas a situações estressantes, como sons irritantes, seus filhotes tinham sua capacidade de memória e de aprendizado prejudicadas.

Esses filhotes também apresentaram dificuldade maior de lidar com situações adversas, como a falta de comida, por exemplo, do que aqueles cujas mães não haviam passado por situações estressantes.

Foram observados ainda sintomas de ansiedade e de comportamento depressivo nos filhotes de mães submetidas a estresse. Os pesquisadores acreditam que todos esses sintomas verificados nos testes em laboratório podem ser observados em crianças cujas mães sofreram de estresse durante a gravidez. O estudo demonstra que evitar o estresse é uma boa receita para uma gravidez saudável e para filhos saudáveis.

Adolescentes deverão receber caderneta da saúde

O Ministério da Saúde lançou a Caderneta de Saúde do Adolescente. Com ela, o governo disponibiliza aos adolescentes informações de como cuidar da saúde e manter-se saudável, principalmente, no momento em que começam as grandes mudanças do corpo. As cadernetas terão dicas de quais vacinas ainda precisam tomar, além de entender as transformações que estão ocorrendo na sua vida nesse período.

A implantação da caderneta, que está dentro das metas do Mais Saúde, será em etapas e neste primeiro momento serão priorizados os municípios inseridos no Programa Saúde na Escola incluindo as 27 capitais. Serão impressas três milhões e meio de cadernetas. As cadernetas, com 36 páginas, estarão disponíveis no portal do Ministério da Saúde ainda este ano e os gestores que tiverem interesse em imprimi-la, poderão fazê-lo por meio do site www.saude.gov.br.

Será confeccionado um material voltado para o público feminino e outro para o masculino, com dicas e temas de interesses variados. Haverá informações como tabela de ciclo menstrual e o corpo feminino, por exemplo, e para os meninos haverá itens como ejaculação e funcionamento do pênis.

Em 2007, foi realizado um projeto-piloto de implantação da caderneta em oito municípios de várias regiões brasileiras, como Tabatinga (AM), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Petrópolis (RJ) e Rio Branco (AC). A experiência ajudou o profissional de saúde a entender e auxiliar adolescentes no serviço de saúde e fazer as articulações com a educação. (Agência Saúde)

Estudo apresenta fatores que levam à enxaqueca

Jejum, álcool e chocolate estes foram alguns fatores desencadeantes de enxaqueca, referidos por 200 pessoas observadas em um estudo investigatório. Desse universo, 83,5% apontaram algum fator relacionado à dieta - sendo o jejum mais recorrente, seguido do álcool e do chocolate. Os problemas com o sono foram relatados por 81% dos entrevistados e 64% associaram a enxaqueca ao estresse. A pesquisa foi realizada por estudantes de medicina da Liga da Cefaléia da Escola de Medicina do ABC e coordenada por Mario Fernando Prieto Peres, professor do Departamento de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador sênior do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo.

O estudo aponta também que a enxaqueca afeta três vezes mais as mulheres do que os homens, principalmente em decorrência de fatores hormonais. A enxaqueca é um distúrbio neurológico crônico com vários fatores desencadeantes, caracteriza-se por dores de cabeça transitórias e localizadas e atinge 12% da população, chegando a 20% entre as mulheres.

Mais de 95% relataram mais de um fator. Segundo ele, as sobrecargas ambientais, alimentares, emocionais e de estilo de vida foram os fatores desencadeantes mais importantes.

(Fonte: FAPESP)