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Estresse dificulta decisão familiar de doar órgãos, afirma estudo

Publicado em 06 fevereiro 2009

São Paulo - Dúvidas sobre a morte encefálica e estresse causado pela liberação do corpo são apontados como principais fatores que influenciam familiares sobre a doação de órgãos de parentes mortos, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Um estudo realizado pelo enfermeiro Valdir Moreira Cinque, da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), aponta ainda que consenso familiar, altruísmo e saber o desejo do doador em vida facilitam a doação.

Cinque acompanhou o processo de doações realizadas em 2007, na Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O enfermeiro entrevistou 16 familiares e percebeu que o estresse é causado pelo atraso na liberação do corpo, por receberem a notícia da morte de forma inadequada e por estarem insatisfeitas com o atendimento prestado pela equipe de saúde.

Entre os entrevistados, 11 familiares afirmaram que não tiveram dificuldades para a tomada de decisão sobre a doação. Dez deles apontaram como fator facilitador a preocupação com os receptores e suas famílias. Outras 5 pessoas responderam que saber a vontade do doador facilitou a doação. Dentre os entrevistados, 3 tiveram dificuldades em doar por haver familiares contrários à doação e 2 responsáveis explicaram que não estavam certos da morte encefálica.

AE