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Estamos se preparando para as mudanças?

Publicado em 13 fevereiro 2019

Essa é uma pergunta que fazemos a nós mesmos a cada vez que ligamos a TV e constatamos a situação que o país está vivendo e tendo o povo na rua com suas faixas gritando palavras de ordem, e até em várias partes do mundo.

As mudanças de todos os tipos, nós as enfrentamos por ser essa norma, a nossa sina, mas convenhamos, o cuidado para se preparar para novas mudanças parece que realmente se tornou um caso de sobrevivência.

Isso de forma nunca vista, está valendo também agora, para alguns intocáveis que estão começando a ver o sol nascer quadrado!

Estar sempre pronto para mudanças é um fator muito importante nesse mundo onde a única coisa fixa é que tudo muda, já dizia Heráclito de Êfeso, filósofo grego e, pode-se ainda adicionar, com velocidade cada vez maior.

Diante de uma crise interna ou externa, as empresas precisam de funcionários que tenham alta capacidade de adaptação.

As pessoas resilientes sempre estão prontas para se adequar às transformações rápidas. A pessoa resiliente ajusta-se rapidamente às mudanças.

Dessa forma, flexibilidade passa ser um fator importante que deve ser incorporado por todos os profissionais que se preocupam com a sua carreira e queiram se destacar entre os seus pares.

A psicologia nos ensina que nós temos medo do desconhecido. Mudanças se caracterizam pela entrada num terreno ainda não vivido e que sempre nos trazem preocupações, por mais que se faça um planejamento para enfrentar os novos desafios.

Todas as pessoas têm medo de mudanças. Apenas é uma questão de intensidade, umas um pouco menos, outras muito mais. Esse medo, psicologicamente, está relacionado com o envolvimento num futuro que nos é desconhecido.

Mas também é esse medo que manteve viva nossa espécie ao longo da trajetória

humana. Sair das cavernas para as planícies, matas, conhecer novos lugares, na era em que o homem era coletor de comidas, deveria arrepiar os pelos dos homens das cavernas e, ele deveria feito isso com muito cuidado e medo, caso contrário eu não estaria agora usando meu computador.

A falta de informações precisas sobre o que determinada mudança gera, nos retrai no avanço de certas ações.

Pois uma ação não muito bem planejada pode nos levar a uma situação difícil, sem volta.

É preciso um incentivo muito grande para sairmos da zona de conforto, caso contrário

deixamos como está para ver como fica. Ou seja, não espere ser promovido para depois procurar saber, dominar determinadas técnicas que o novo cargo exige.

Faça um levantamento do que precisa aprender, crie um plano e invista nele.

Também é necessário entender que esforços que precisamos investir em determinados aprendizados é como remédio; tem que deve ser tomado, não interessa o sabor!

Sequenciando, como quase tudo tem dois lados, podemos programar o nosso cérebro para aceitar a mudança como uma oportunidade de crescimento, e que as adversidades fazem parte do jogo e que devemos aceitar com otimismo e creditar que as coisas possam mudar para melhor.

Ou seja, não ficar esperando que isso ocorra normalmente por vida própria. Quem espera desespera, Seja proativo. Determinismo é uma forma ultrapassada de orientar a nossa vida.

É importante saber como administrar as normais sensações de inseguranças vindas de uma mudança, quando não se tem muitas informações e nemcontrole sobre as possíveis consequências.

Toda insegurança reduz o nosso controle sobre os resultados e só nos resta, contar com nossa autoconfiança e nossa capacidade de enfrentar as novas empreitadas. Não tem jeito. Como essa realidade tem uma grande constância, só resta desenvolver técnicas para tornamos mais autoconfiante.

Nem tudo só tem o lado negativo, após passar por adversidades, as pessoas podem ressignificar as experiências desagradáveis em aprendizado, ficando mais otimistas, ou seja, “dão a volta por cima”.

Então agora pego a frase: NÃO TENHA MEDO DAS MUDANÇAS!

Mas para que isso venha acontecer, precisamos estar sempre conscientes de que a única verdade imutável que tudo muda. Assim, devemos se preparar para as mudanças que ocorrerão na nossa vida. Poderia dizer que mudança é um movimento, um evento em constante upgrade.

CONCLUSÃO

1) Nós não devemos ter medo da mudança, elas fazem parte da nossa vida e isso no gera mais aprendizado que usaremos no futuro.

2) Mudanças podem ser doloridas, por exemplo começar a treinar na academia. Mas ficar deitado no sofá comendo sanduiches e bebendo refrigerantes, vendo TV na maior imobilidade, pode matar.

Se pode nos reconfortar, até um determinando inseto que está sempre na pauta das mídias, está mudando para sobreviver.

Num artigo recente da Agência FAPESP, comenta a capacidade de adaptação ao ambiente hostil das grandes cidades, do mosquito da dengue (Aedes do grego = "odioso" e ægypti do latim = Egito).

Ao estudar 20 gerações de uma única população desse inseto o Instituto Butantã observou altas taxas de variabilidade genética, o que contribui para a adaptação desse mosquito a fatores adversos.

Antes eles só proliferam em água limpas, mas eles parecem estarem menos exigentes em termos da qualidade da água e temperatura. Apesar dele vir do Egito (???) está se ajustando ao jeitinho brasileiro!

Pondo de lado os malefícios que essas criaturas nos fazem, elas mostram que o enfrentamento é inexorável. Quem não criar condições para se ajustar não sobreviverá.

Vale tanto para um inseto quanto para nós, seres humanos.

O ajuste, a flexibilidade para enfrentar essa crise de insegurança, valem para todos os seres vivos variando apenas a velocidade desse processo de adaptação de cada indivíduo. E por vezes, não dá para fazer com pequena velocidade.

Assim os mais bem preparados terão menos medo e mais segurança e estarão passos à frente dos que pararam para descansar ou para alimentar seus medos.

Parafraseando Hamlet: mudar ou não mudar eis a questão!

O artigo terminou.

Mas como citei uma passagem escrita por William Shakespeare que curiosamente, nasceu em 23 DE ABRIL de 1564 e morreu em 23 DE ABRIL de 1616 (52 anos), vou colocar a sua famosa frase, inteira, que é conhecida normalmente apenas pela sua parte inicial:

“To be, or not to be, that is the question: Whether 'tis nobler in the mind to suffer the slings and arrows of outrageous fortune, or to take arms against a sea of troubles and by opposing end them?”

(Tradução livre: Ser ou não ser, eis a questão: Ou seria mais nobre sofrer na alma as pedradas e flechadas da ultrajante sorte ou pegar armas contra o mar de problemas e exterminá-los?)

Como se vê, também Shakespeare já questionava mudanças. Então reajusto o título desse artigo: Você está se preparando para as mudanças?

www.elazierbarbosa.com.br