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G1

Estágio e pesquisa aumentam chances no mercado de trabalho

Publicado em 12 novembro 2012

Os estágios e a pesquisa acadêmica são as melhores formas de conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho, segundo especialistas em educação. Somente neste ano, a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Araraquara e Rio Claro, e a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) vão formar cerca de 2,5 mil novos profissionais.

O estudante de engenharia de produção Pedro Ernesto Paro é um exemplo de que o estágio é um ótimo caminho para ingressar no mercado. Ele está no último ano do curso na USP e acabou de ser efetivado.

“Comecei a me inscrever para vagas de estágio no final do quarto ano, acho que é preciso saber casar o perfil do candidato com o da empresa, porque há de fato uma carência de bons engenheiros no mercado”, disse Paro.

Diego de Castro Grillo, estudante de engenharia de materiais na UFSCar, passou por estágio em duas empresas e agora está a espera de uma boa oportunidade. “Estou enviando currículo para várias empresas em diversas regiões e procuro por processos de trainee que são muito chamativos. A gente não quer terminar a graduação voltando pra casa, sem um emprego garantido”, contou Grillo.

De acordo com o consultor de carreiras, Carlos Eduardo Petroni, as áreas mais aquecidas são tecnologia da informação, designer, engenharia civil e saúde. "Existe uma tendência, então a gente visualiza até 2016 bastante pujante nesse sentido", disse.

Ainda segundo Petroni, se formar é apenas o primeiro passo para conseguir uma vaga. "A pessoa precisa estar atualizadíssima e voltada para o mercado, entendendo quais são as necessidades que o mercado coloca para ela".

Para o consultor, é preciso ter clareza na área que o candidato vai buscar uma especialização.

Pesquisa

Uma outra possibilidade para os estudantes é atuação como pesquisadores. A área acadêmica é uma oportunidade para aqueles que desejam dar aulas e pesquisar em universidades. Em entrevista ao Jornal da EPTV desta segunda-feira (12), o professor e diretor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, Antônio Carlos Hernandes, explicou como deve ser o caminho para seguir a carreira.

De acordo com Hernandes, para ser um pesquisador e estar comprometido com a descoberta, o estudante tem que ter o ‘bichinho da descoberta’ inserido no seu DNA. “A essência do processo de descoberta está presa com os desafios que você coloca, não só pela sociedade, mas também para avançar o conhecimento da humanidade como um todo. Nas diversas áreas de pesquisa, a essência é a descoberta, que tem diferentes impactos na nossa vida. Você precisa estar interessado em avançar o conhecimento”, destacou.

Ele ainda explicou que o primeiro passo é começar pela iniciação científica. “O aluno no segundo ano, em qualquer área, é fundamental que ele inicie e, após esse período, ele decide qual área ou subárea ele vai seguir em sua carreira como pesquisador”.

Bolsas

As bolsas para pesquisadores são oferecidas principalmente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Confiras os valores:

CNPq

mestrado R$ 1.350,00

doutorado R$ 2.000,00

pós-doutorado R$ 4.000,00

Fapesp

mestrado R$ 1.545, 30

doutorado R$ 2.277,90

pós-doutorado R$ 5.578,80

É importante lembrar que a área de pesquisa exige dedicação exclusiva e não é permitido ter atividades paralelas. “A exigência é fundamental porque não dá para você tirar o foco do problema que você está estudando. Você tem uma interatividade muito grande, então ir para o exterior é uma condição necessária porque você vai conviver com pessoas que estão trabalhando com outros tipos de laboratórios, em outro país. Essa cultura é fundamental para que o avanço da ciência aconteça”, disse Hernandes.

Melhor área

Segundo o pesquisador da USP, a área de ciência e tecnologia é sempre a mais aquecida e uma das mais promissoras pelo menos nos próximos dez anos. “Tem que ter em conta que a formação de um pesquisador é longa, então o país está passando por um momento positivo e a hora é de entrar nisso. Quem está a procura de uma posição no mercado ou quem está se decidindo para fazer o vestibular essa é uma carreira que seguramente sempre foi e sempre será boa para quem realmente tem interesse nessas questões”, destacou.