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Estado pode fornecer remédios para núcleo assistencial

Publicado em 11 dezembro 2005

O Centro de Prevenção e Tratamento de Disfunções Uroginecológicas, que funciona no NGA (Núcleo de Gestão Assistencial) de Jaú, pode receber medicamentos da Secretaria da Saúde de São Paulo. E para ampliar o atendimento pode ser criado um plano de sustentação com apoio do terceiro setor e empresas. "Hoje temos parcerias com as secretarias municipal e estadual. Um plano de sustentabilidade com o terceiro setor também pode ser uma opção, com apoio de empresas como Natura e Johnson & Johnson", argumenta o urologista e coordenador do centro, José Tadeu Nunes Tamanini.
O núcleo completou um ano de atividades em novembro e contabiliza 407 casos detectados de problemas urogine-cológicos, como incontinência urinária, bexiga caída, perda de urina durante algum esforço físico. O atendimento é multidisciplinar, nas áreas de uroginecologia, fisioterapia uroginecológica e enfermagem.
Affonso Viviani Júnior, dirigente da DIR-10 (Direção Regional de Saúde), afirma que os números vão ser encaminhados para o secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Barradas Barata. "Divulgaremos os números para a secretaria, que analisará a possibilidade de ampliação do centro para além das 12 cidades da região. A questão da medicação também vai ser analisada e pode ser disponibilizada para o centro. Quanto às telas usadas na cirurgia, a questão vai ser colocada na pauta da próxima reunião das secretarias municipais e a DIR-10", propõe Viviani Júnior.
A inclusão de medicamentos para as pacientes atendidas pelo núcleo é uma das metas para 2006, defendida por José Tadeu Nunes Tamanini. "São remédios que não têm custo alto e há a possibilidade do uso de genéricos. O tratamento de muitas mulheres depende de cremes vaginais e medicamentos. O centro ainda não fornece os medicamentos."
Ampliação do atendimento fisioterápico e garantia de fornecimento de telas que seguram a bexiga para as mulheres atendidas são alvos do núcleo. Apenas a prefeitura de Jaú disponibiliza as telas para as pacientes da cidade. "Cada tela custa, aproximadamente, R$ 2 mil. Pelo menos três são disponibilizadas por mês para os pacientes de Jaú", explica o secretário de Saúde, Antonio Marcos Rodri-gues.
O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) promete ajuda para captação de verbas para o centro. "Quem sabe, com um projeto de pesquisa, de doutorado por exemplo, desenvolvido com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o centro poderia receber verbas para ampliação do atendimento e equipamentos."
A criação do centro é uma parceria entre a DIR-10, Secretaria de Estado da Saúde, NGA, Secretaria de Saúde e a Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Jaú.