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DCI

Estado mapeia áreas de interesse ambiental

Publicado em 23 novembro 2006

Cerca de 120 dos principais pesquisadores paulistas, entre representantes de universidades, órgãos de pesquisas e ONGs, além dos especialistas da Secretaria estadual do Meio Ambiente (SMA), preparam o "Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo", que deverá ser lançado oficialmente em junho de 2007.
Na última semana, foram apresentadas propostas preliminares para a elaboração do documento. Esse foi um dos resultados do workshop de Áreas Continentais Prioritárias para Conservação e Restauração da Biodiversidade no Estado de São Paulo", realizado na capital, entre os dias 16 e 18.
O evento foi promovido pela Fundação Florestal, instituição vinculada à SMA, e contou com as parcerias do Instituto Florestal, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Programa Fapesp/Biota), e das ONGs Conservação Internacional e Centro de Referência em Informação Ambiental.
"As propostas apresentadas darão subsídios, com a base científica necessária, à SMA na implementação das políticas públicas em torno do assunto", afirmou a diretora executiva da Fundação Florestal, Maria Cecília Wey de Brito.
De acordo com o professor do Departamento de Botânica da Universidade Estadual de Campinas, Carlos Alfredo Joly, com o workshop, o programa Fapesp/Biota cumpre o seu principal objetivo, que é sistematizar e organizar a coleta de dados biológicos para o aperfeiçoamento das políticas públicas de conservação.
Joly explicou que, na primeira fase do programa, foram identificadas lacunas no conjunto de dados disponíveis no Sistema de Informações Ambientais (SinBiota). "A partir daí, os coordenadores de cada grupo buscaram fontes de dados complementares com qualidade técnica reconhecida", informou.

Banco de dados
"A idéia é fornecer um instrumento para que o poder público possa se basear e tomar decisões com critérios objetivos, baseados nos dados biológicos", reforçou coordenador do Fapesp/Biota e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Ricardo Rodrigues. "O que fizemos foi disponibilizar um grande banco de dados científicos, desde dados da ocorrência e distribuição de espécies dos vários grupos de organismos, até dados do meio físico, e juntar as maiores autoridades nesses temas no estado, para analisá-los e utilizá-los na indicação de áreas prioritárias para a conservação e restauração no estado", afirmou.
De acordo com a diretora executiva da Fundação Florestal, desde 2000 São Paulo tem oportunidade de receber recursos de quem faz licenciamento ambiental. "Esses recursos poderão ser utilizados para melhorar as unidades de conservação ou para criar novas. O mapa dará alicerce para criação de novas unidades de conservação".