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Estado de São Paulo vai ganhar Universidade Virtual

Publicado em 19 abril 2012

Com foco exclusivo em cursos superiores semipresenciais e a distância gratuitos, a Fundação Univesp será a quarta universidade pública estadual paulista, ao lado da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O objetivo da universidade virtual será aumentar a oferta e a distribuição de vagas no ensino superior paulista, que atendem cerca de 10% dos concluintes do ensino médio no estado e estão concentradas em apenas alguns dos 645 municípios paulistas.

“Nós temos as três melhores universidades públicas, mas o acesso a elas não é fácil. Com a Univesp, utilizaremos as tecnologias da informação e comunicação para incluir mais estudantes e oferecer ensino a distância e semipresencial de qualidade”, disse Alckmin durante o evento.

De acordo com o governador, a meta é que em menos de quatro anos a Fundação Univesp atenda mais de 24 mil estudantes. Juntas, as três universidades públicas paulistas possuem hoje mais de 170 mil alunos.

“A Univesp utilizará a linguagem do século 21, da tecnologia da informação, para ampliar a formação universitária no Estado de São Paulo”, disse Alckmin, que solicitou aos parlamentares presentes no evento que acelerassem o mais rápido possível a aprovação da instituição na Assembleia Legislativa do Estado.

Se aprovada, a Fundação Univesp será criada por um decreto do governador do estado. Em seguida, deverá obter o reconhecimento do Conselho Estadual de Educação e poderá credenciar novos cursos superiores junto ao Ministério da Educação (MEC).

A ideia é que os cursos sejam propostos e realizados pela Fundação Univesp ou em parceria com as universidades estaduais paulistas e o Centro Paula Souza (CEETEPS), com os quais a universidade virtual já vinha ministrando cursos de graduação desde que foi lançada, em 2008, na forma de um programa de expansão do ensino superior no Estado de São Paulo.

“A transformação da Univesp em fundação nos dará autonomia didático-científica para realizarmos não somente cursos em parceria com as instituições públicas de ensino superior paulistas, como também propormos e criarmos cursos próprios levando em conta, por exemplo, as áreas em que há maior carência de profissionais, como as de ciências e linguagem, e as demandas de mercado”, disse Carlos Vogt, coordenador da Univesp, à Agência FAPESP. Vogt foi reitor da Unicamp e é ex-presidente da FAPESP.