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Especialista visita ferrovia em Machado

Publicado em 01 junho 2007

Cerca de 10 pessoas, entre alunos estagiários e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Presidente Prudente, visitaram a estação ferroviária em Álvares Machado para observarem as possibilidades de restaurá-la, além de criarem um centro cultural no local. Ainda estiveram presentes o prefeito Luis Takashi Katsutani (PSDB) e o arquiteto especialista em patrimônio cultural, Lucas Otávio Rotta. De acordo com ele, o local mantém a estrutura original e pode ser bem restaurado.
A membro do projeto de políticas públicas da Unesp, intitulado "A criação de um centro cultural em Álvares Machado", Leonice Bigoni, 46 anos, informa que a pretensão do grupo é o tombamento e o restauro da estação, "além de aproveitá-la para sediar um museu".
O prefeito da cidade diz que o restauro é um sonho antigo "que hoje avança um pouco". "O grupo, em uma primeira fase, coletou um acervo histórico em um convênio entre Unesp, Prefeitura e Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], para que houvesse a catalogação deste material. Agora, na segunda etapa, será realizado o restauro", diz Katsutani.
Rotta avalia que a estação "não está muito ruim". De acordo com ele, o prédio está em bom estado e é factível o restauro. "Pouca coisa tem que ser mexida". Conforme explica, em seis ou oito meses é possível desenvolver um projeto de restauração, desde que exista uma "equipe boa" trabalhando. "Isso quanto à parte arquitetônica. Depois disso, vão mais cinco meses para a parte de museu".
O arquiteto ainda fala da importância do restauro de imóveis antigos. "Para restaurar a estação ferroviária para que a região conheça o que foi a ferrovia no Brasil, especialmente aqui, pois a cidade nasceu com a ferrovia. Trata-se de um regate histórico importantíssimo".
Anteontem Na sexta-feira, cerca de 30 alunos dos cursos de Geografia e Arquitetura e Urbanismo da Unesp participaram do workshop Museu e Patrimônio. O tema foi abordado por três palestrantes, entre eles Lucas Rotta, que discorreu sobre restauração arquitetônica, mostrando três tipos que foram feitos em uma casa do século XVIII, em Itu, em 1999, em uma casa modernista de Valinhos, no ano passado, e outra em uma subestação de Jundiaí, em 2000. (PV)