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Jornal da Ciência online

Esforço para não ficar fora do mapa

Publicado em 29 novembro 2019

Por Ediane Tiago

O País precisa fortalecer os ecossistemas, valorizar a universidade e parcerias com os setores público e privado se quiser se consolidar como polo inovador

A corrida tecnológica ganha novos contornos com o desenvolvimento de comunidades – ou ecossistemas – que reúnem os elementos necessários para o germinar das startups. Em todo o mundo pipocam inciativas para atrair empreendedores, promover parcerias com grandes empresas, sorver conhecimento da academia e captar investimentos para a inovação. De acordo com o último estudo publicado pelo projeto Startup Genome, 46 polos no globo superaram a barreira dos US$ 4 bilhões no valor gerado em seus ecossistemas – entre eles o de São Paulo, com US$ 5,1 bilhões apurados. O relatório cruza informações de 150 hubs e de 1 milhão de empresas, de 2016 ao primeiro semestre de 2018.

O Vale do Silício, na Califórnia (EUA), continua isolado no ranking de maiores ecossistemas de inovação, com geração de valor estimada em mais de US$ 300 bilhões – seguido por Nova York, Londres, Pequim, Boston, Tel Aviv, Los Angeles e Xangai.

A economia das startups movimentou US$ 2,8 trilhões entre 2016 e 2018 – valor 20,6% superior ao período anterior. A pujança explica a corrida por novos hubs. O desafio está em desenvolvê-los, criando dinamismo econômico e atraindo participantes e investidores. “Não é possível copiar o Vale do Silício. Ecossistemas dependem do ambiente de negócios e as ações locais de estímulo”, explica Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Leia na íntegra: Valor Econômico

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