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IDEA

Esforço internacional pelo etanol celulósico

Publicado em 19 março 2009

Em visita à Inglaterra, realizada na primeira semana de março, um grupo de pesquisadores integrantes da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) estabeleceu projetos de cooperação científica com as universidades de Cambridge e de York.

A missão – que teve foco em projetos conectados ao programa FP7, da Comissão Européia – teve a participação de Marcos Buckeridge, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP), Glaucia de Souza, do Instituto de Química da USP, e Rubens Maciel, da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Buckeridge – um dos responsáveis pela seção de Biomassa do BIOEN e um dos coordenadores da área de biologia da Fapesp – a missão rendeu três projetos específicos, todos focados no futuro desenvolvimento do etanol celulósico.

"O mais importante desses contatos internacionais é que eles demonstram que a cooperação entre o Brasil e os países da Europa não são mais uma via de mão única. O BIOEN não se limitará a trazer conhecimento novo, mas também levará aos outros países a ciência produzida no Brasil", disse à Agência Fapesp.

Segundo ele, foi estabelecido durante a missão que o BIOEN e as universidades inglesas – além de outros parceiros franceses – realizarão projetos conjuntos que serão aplicados às chamadas voltadas para o tema da bioenergia no programa FP7 (sigla para Seventh Framework Programme), promovido pela Comissão Europeia. A condição para participação no FP7 é ter envolvimento com pesquisadores brasileiros.

"Outros países procuram cooperação conosco porque o Brasil já leva vantagem nas pesquisas – não apenas por ter tradição na área, mas também pelo fato de possuir plantas piloto, que nos permitirão aplicar diretamente o conhecimento produzido, finalizando o desenvolvimento tecnológico", afirmou.

De acordo com Buckeridge, o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), ligado à Unicamp e ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), construirá, em Campinas, no interior de São Paulo, a maior planta piloto de hidrólise enzimática do mundo.

Os três projetos serão coordenados, no Brasil, pelo BIOEN. "Na Inglaterra, os responsáveis pela cooperação são os professores Paul Dupree, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, e Simon McQueen-Mason, do Departamento de Biologia da Universidade de York", contou.