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Jornal de Jundiaí online

Esef e FMJ firmam convênio

Publicado em 01 setembro 2011

O sonho de ter uma universidade pública em Jundiaí, assim como São Paulo e Campinas possuem, é antigo na mente de professores pesquisadores da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí (Esef).

O convênio firmado entre as duas instituições é tido como o primeiro passo para que o sonho seja realizado. Ambas desenvolverão pesquisas em conjunto, que além de ter como objetivo a publicação em mídias especializadas, também melhorarão a qualidade de vida da população.

A assinatura do documento foi realizada na manhã de ontem, na diretoria da Esef, com a participação da direção das duas instituições de ensino e dos pesquisadores que encabeçam o projeto. O primeiro trabalho que será feito em conjunto é uma pesquisa com pacientes atendidos pelo Grupo em Defesa da Criança com Câncer (Grendacc) com anemia falciforme.

"Essa patologia limita os movimentos por causa das fortes dores que os pacientes sentem", comenta o médico e pesquisador, professor associado do Departamento de Pediatria da FMJ, Saulo Duarte Passos.

"Com o convênio será possível trocar informações e encontrar exercícios que possam ser feitos pelos pacientes", explica. De acordo com o professor e coordenador de Pesquisa da Esef, Marcelo Conte, além dessa linha, outras deverão surgir. "Com a união será possível pleitear mais verbas na Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo)", comenta.

Universidade - Segundo o professor da FMJ, a união das faculdades fortalece a possibilidade de criação da Universidade de Jundiaí. "Este é um sonho antigo. O convênio pode ser encarado como o primeiro passo, mas esse sonho ainda precisa amadurecer e precisamos planejar como seria o modelo e a forma de pleitear", comenta.

Recentemente, a presidente Dilma Rousseff assinou a autorização para a criação de quatro universidades federais, a abertura de 47 câmpus universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, espalhados em todo o País. Mas

Jundiaí não será contemplada.

LUCIANA MÜLLER