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Jornal de Jundiaí online

Equipe promove eventos para ajudar mulheres assistidas pelo Projeto Zika

Publicado em 02 julho 2016

As grávidas que tiveram zika vírus recebem atendimento especial e todas são convidadas a participar do projeto

 

Com o objetivo de arrecadar verbas para as viagens das gestantes que deram entrada no Hospital Universitário com sintomas do zika vírus, voluntários do Projeto Zika Vírus - Coorte Jundiaí, têm promovido eventos, como jantares e ações solidárias, para conseguir dinheiro. As viagens até São Paulo, necessárias para os exames de ultrassonografia das pacientes, custam em torno de R$ 800 (só com aluguel do ônibus), por isso o grupo espera parcerias. Segunda-feira (4), a partir das 8h30, o HU e a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) realizam uma coletiva de imprensa para repercutir o andamento do projeto e apresentar um balanço dos resultados obtidos durante os quatro meses do início das coletas.

A supervisora da coleta de material biológico das gestantes, enfermeira Maria Manoela Duarte Rodrigues, explica que as mulheres que participam da pesquisa são acompanhadas por equipe formada por médicos, enfermeiras e psicólogos. O médico Antônio Fernandes Moron, professor titular do Departamento de Obstetrícia da (Unifesp), atende as pacientes na Capital.

“Periodicamente elas se submetem à coleta de material biológico (sangue, saliva e urina), fazem exames de ultrassonografia e têm apoio psicológico, inclusive na hora do parto. Os bebês já nascidos têm seu crescimento e desenvolvimento acompanhados por especialistas de diversas áreas”, explica Manoela.

A ideia é que 500 mulheres participem do projeto, mas por enquanto apenas 327 estão no programa. A enfermeira explica que são gestantes que moram em Jundiaí e Região, que realizam pré-natal no HU, ou as que dão entrada já com sintomas do vírus. “Todas são convidadas a participarem do projeto e recebem explicações sobre a pesquisa. A adesão ocorre de forma espontânea, após assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.” Coorte é um termo utilizado para designar um grupo de indivíduos que têm em comum um conjunto de características e que são observados durante um período de tempo com o intuito de analisar a sua evolução.

O projeto - Jundiaí é um dos 28 polos de pesquisa sobre o zika vírus no Estado de São Paulo, sendo responsável por investigar as formas de transmissão da doença em gestantes e bebês. As pacientes fazem parte da pesquisa que acontece no HU e visa estudar a transmissão vertical (da gestante para bebê) do vírus e suas repercussões físicas e mentais, tanto no organismo materno como no das crianças que serão acompanhadas durante três anos em ambulatório especializado.

O principal objetivo do estudo é aprimorar o conhecimento desta nova doença, aumentando a conscientização entre os profissionais de saúde sobre sua gravidade, principalmente em gestantes e seus filhos. Tem apoio da Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é encabeçado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Universidade de São Paulo (USP) e Centro Universitário Padre Anchieta (Unianchieta).

A febre zika é uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por exantema (vermelhão no corpo) prurido (coceira), febre intermitente, conjuntivite (sem secreção), dor nas articulações, mialgia (dor muscular) e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 37 dias. Além dos eventos para arrecadação de verbas, o grupo tem solicitado a ajuda de mais voluntários que entre outros trabalhos serão divididos nas áreas de acolhimento, banco de dados e contato com as mulheres. Mais informações de como se tornar um voluntário e ajudar o projeto podem ser obtidas pelo telefone (11) 4527-5700 (ramal 820).