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TV TEM (São José do Rio Preto, SP)

Equipamento reduz perdas para colheita do tomate

Publicado em 26 dezembro 2006

 

A colheita do tomate de mesa ganha um aliado em 2007. No segundo semestre estará no mercado a Unimac (Unidade Móvel de Auxílio à Colheita).
O maquinário foi desenvolvido por pesquisadores e alunos da Unicamp com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
O pesquisador-colaborador Marcos David Ferreira explica que a motivação para criar a máquina é a perda pós-colheita ainda muito acentuada.
"O manuseio intensivo acarreta perda de 30% do fruto no pós-colheita. Com o equipamento, queremos diminuir para 5% a 10%."
O tempo de redução para que o tomate chegue ao mercado é estimado em 70%.
Maquinários de auxílio mecânico para colheita de frutas e hortaliças são praticamente inexistentes no Brasil. A Unimac é, na verdade, uma das poucas unidades no mundo voltada à colheita de tomate de mesa.
"Fui à Austrália, mas a máquina deles apenas recebe o tomate, não processa."
A Unimac entra em teste de campo em maio, quando começa a safra do tomate na região de Mogi Guaçu.
O prazo para adaptações é de dois meses e o Centro de Tecnologia e Automação, de Limeira, vai produzir para atender o mercado. O preço de venda ficará entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.
O tomateiro é a segunda hortaliça cultivada no mundo, sendo que em quantidade produzida é superado apenas pela batata.
A produção mundial de tomate em 2005 foi de cerca de 125 milhões de toneladas, o Brasil ficou em nono lugar com a produção de 3,3 milhões de toneladas.
São Paulo foi o segundo maior produtor, com cerca de 700 mil toneladas, das quais 60% foram destinadas para o consumo in natura.
O tomate para a indústria tem cultivo rasteiro, com colheita única, feita por máquinas.
O de mesa é cultivado em estacas (estaqueado) e são feitas múltiplas colheitas.