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Jornal Primeira Página

Equipamento faz análise de córnea

Publicado em 20 setembro 2009

Um aparelho para diagnóstico oftalmológico inédito no Brasil e que custa 30% do valor de um similar importado se torna realidade em uma das empresas incubadas na Fundação Parque de Alta Tecnologia (ParqTec).

Este produto, denominado "Chroma" que faz o diagnóstico da superfície anterior da córnea, está sendo apresentado ao mercado pela Wavetek, empresa criada pelo PHD em Física, Luís Alberto Carvalho e que está há cerca de nove meses incubada na Fundação ParqTec. Por enquanto a produção é quase artesanal com 20 a 30 unidades entregues mensalmente.

O instrumento é o primeiro analisar de córnea com tecnologia totalmente nacional que permite ao médico análise da topografia, curvatura e poder óptico da córnea anterior, assim como a análise da sua qualidade óptica. O Chroma é também o primeiro sistema que permite análise completa, mesmo para olhos extremamente distorcidos.

A Wavetek conseguiu, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o aporte de R$ 650 mil em duas fases, sendo a primeira de R$ 150 mil e a segunda de R$ 500 mil. Os recursos foram liberados através do Pipe (Projeto de Inovação em Pequenas Empresas). O detalhe é que estas verbas representam recursos não reembolsáveis, assim como os R$ 120 mil que o Finep liberou dentro do Prime (Programa para Empresas de Inovação).

"Nosso produto mostra o potencial da empresa brasileira em tecnologia. Os recursos da Fapesp foram o divisor de águas para podermos levar adiante nosso projeto. É um sonho que se torna uma grata e feliz realidade" comenta Carvalho.

O pesquisador explica que um dos diferenciais do microscópio é a tecnologia superled, que uma luz que não queima nunca e não exige, portanto, a troca de lâmpada. Ele também explica que existe um outro microscópio da Wavetek que faz diagnóstico da córnea.

Formada pela Universidade Federal de Alagoas e estudante de pós-graduação em Ciência da Computação na UFSCar, Ygara Lúcia Souza Melo Fragoso, de 25 anos, afirma que participar das pesquisas que resultaram no novo microscópio representaram "um novo desafio. Conheci muitas coisas novas com ferramental e tecnologias totalmente diferentes. Na área médica temos aqui um avanço. Teremos a tecnologia aplicada num tratamento mais eficaz. É muito importante a Fapesp investir numa pesquisa como esta. Assim podemos desenvolver com mais intensidade um trabalho como este. Assim podemos desenvolver novos projetos".

O técnico em Mecatrônica e estudante de graduação Análise de Sistemas no IFESP, Vinícius Rodolfo Rodrigues, de 21 anos, participa do grupo de pesquisa comandado por Luís Carvalho. "Eu atuo na parte eletrônica do aparelho. Monto as plaquinhas que fazem a integração com os microcomputadores. Eu me sinto muito importante por participar de uma pesquisa de muitos anos que traz um novo aparelho para o Brasil, dispensando a necessidade de comprarmos os similares no exterior. Estou muito feliz. O apoio financeiro da Fapesp foi fundamental, ainda mais para uma empresa incubada. O produto vai dar muito certo e vingará no mercado"