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Brasil 247

Equipamento brasileiro permite monitorar remotamente oxigenação de pacientes com Covid-19

Publicado em 19 maio 2020

247 - A Biologix, startup de São Paulo, criou, há cinco anos, um oxímetro que capta os dados de oxigenação do paciente e, com a ajuda de um aplicativo de celular, monitora esses dados e os envia para um banco de dados, acessado por uma equipe médica. O dispositivo pode ajudar a acompanhar, de forma remota, pacientes com sintomas leves de coronavírus.

De acordo com informações do G1, criadores fizeram adaptações no sistema para que ele seja usado em pacientes com casos leves de Covid-19.

Médicos do Hospital de Campanha do Pacaembu, na capital paulista, já testam o equipamento. Também existe a intenção de expandir a iniciativa para outros hospitais públicos, informou o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor da Biologix e professor associado da USP que dirige o Laboratório do Sono do Instituto do Coração, em São Paulo.

"Em hospitais, pode ser usado para monitorar pacientes de Covid-19 que não estejam críticos e deixar os leitos de UTI livres para pacientes críticos", explica Tácito Mistrorigo de Almeida, presidente da Biologix, à Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A fundação contribuiu no financiamento à pesquisa que originou o oxímetro.

Como funciona

O dispositivo é um sensor portátil, sem fio, colocado no dedo indicador do paciente. O objetivo do equipamento é indicar a saturação de oxigênio e a frequência cardíaca da pessoa. Se houver queda no fornecimento de oxigênio, médicos entram em contato com o paciente ou com quem estiver cuidando dele (a) presencialmente.

"O sistema permite à equipe de monitoramento mandar pacientes a um hospital no momento certo, diminuindo o risco de contágio na interação com outras pessoas e, acima de tudo, protegendo profissionais de saúde", afirmou Tácito Mistrorigo de Almeida à Agência Fapesp.

"Vários dispositivos já estão disponíveis para monitorar pacientes com suspeita de Covid-19 ou sintomas leves, mas eles são baseados nas respostas subjetivas dos pacientes. Não monitoram sinais clínicos como o nosso sistema", acrescentou.