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USP - Universidade de São Paulo

Entre as 19 universidades mais produtivas do mundo, USP aparece como 1ª colocada em ranking ibero-americano

Publicado em 11 junho 2010

Por Luiza Caires

Divulgado no final de maio, o ranking ibero-americano do SCImago Instituitions Ranking SIR traz a USP como primeira colocada na produtividade em pesquisa número de trabalhos publicados entre os países da América Latina, mais Portugal, Espanha e Caribe.

Já no ranking mundial, divulgado no ano passado, a Universidade aparece como 19ª colocada. Para o pró-reitor de Pós-Graduação da USP, professor Vahan Agopyan, as ótimas colocações são resultado de um trabalho de longo prazo de priorizar a produção de conhecimento, e defender a ideia de que a USP é uma universidade de pesquisa. "Temos um posicionamento bem claro no sentido de não apenas divulgar o conhecimento, mas também desenvolvê-lo".

A esta tradição na preocupação com a excelência em pesquisa, o pró-reitor de Pesquisa da USP, professor Marco Antonio Zago, acrescenta um sistema de fomento forte e competitivo, implementado no estado de São Paulo desde a década de 1970. Além disso, Agopyan destaca a prática da meritocracia difundida na cultura da instituição. "Procuramos sempre valorizar o mérito, a capacidade e a competência. Estes são os critérios de progressão, por exemplo, na carreira acadêmica", explica.

O pró-reitor de Pós-Graduação destaca, porém, que a produtividade é apenas uma mensuração, e as boas colocações em ranking são uma consequência do trabalho, não devendo ser vistas como fins em si. O fim é a qualidade, que as nossas pesquisas tenham de fato repercussão na sociedade. E o ranking é um reconhecimento, não o objetivo final. Mais que quantidade, a qualidade deve ser a meta também na opinião do professor Zago. Essa excelente classificação refere-se apenas ao número de publicações, o que de certa forma é influenciado pelo tamanho da USP.

A Pró-Reitoria de Pesquisa está tomando medidas para manter esta produção elevada, mas estamos também dedicando muita atenção à necessidade de melhorar nossa qualidade , ressalva. Ações Para manter os bons resultados e melhorar os demais, o professor Agopyan afirma que todas as pró-reitorias estão empenhadas em ações. Na Pró-Reitoria de Pós-Graduação, por exemplo, temos utilizado instrumentos de auto-avaliação, promovido cada vez mais a internacionalização, e tomado medidas mais pró-ativas junto aos programas, ajudando-os a apoiar a mobilidade de professores e alunos, conta.

Já a Pró-Reitoria de Pesquisa, segundo Marco Antonio Zago, está envolvida em estimular e dar apoio aos docentes que solicitem financiamento de agências, em especial da Fapesp, onde os projetos são submetidos a um processo de revisão por pares bastante exigente e competitivo, uma garantia de qualidade. Assim, estamos oferecendo um estímulo de R$ 10.000,00 a todos os docentes admitidos na USP desde o início de 2008, desde que submetam um pedido de auxílio à pesquisa à Fapesp . Os índices O relatório ibero-americano avaliou as atividades de pesquisa de 607 universidades das regiões abrangidas entre 2003 e 2008, e inclui os seguinte indicadores: produtividade número de artigos publicados segundo a base de dados Scopus/Elsevier colaboração internacional publicação em parceria com universidades de outros países, índice de qualidade científica índice de citações recebidas pelos trabalhos comparativamente à média mundial e índice de publicações entre as 25% melhores revistas do mundo Best Journals . Na produtividade científica, que foi o critério utilizado para o ranqueamento, a USP aparece com quase 38 mil publicações no período, mais que o dobro da segunda colocada, a Universidade Nacional Autônoma do México, com 17 mil.

Outras instituições brasileiras bem colocadas são a Universidade Estadual de Campinas Unicamp , em 3º lugar, com cerca de 15 mil artigos no período a Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho Unesp, em 6o lugar e a Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ , em 7º lugar, com aproximadamente 12 mil artigos publicados cada. Já o relatório mundial apresenta um ranking com mais de 2000 organizações e instituições de pesquisa de todo o mundo 84 países de todos os continentes , agrupadas nos seguintes setores: Governo, Educação Superior, Saúde, Empresas e Outros. Na sua construção, foram avaliados cinco indicadores de desempenho em pesquisa, com destaque para produtividade no período de 2003 a 2007 que foi critério de ordenação no ranking colaboração internacional e impacto média de citações recebidas por trabalho publicado pela instituição.

Completam os indicadores uma média do peso das publicações onde os trabalhos foram divulgados e a relação entre o índice de impacto da instituição e a média de impacto das publicações mundiais, considerando o mesmo período e a mesma área do conhecimento. Nos anos avaliados, pesquisadores da USP publicaram mais de 30.500 artigos científicos, colocando-a à frente das Universidades da Califórnia, da Pensilvânia, de Stanford, e do MIT, no Estados Unidos e das Universidades de Osaka, no Japão, de Zhejiang, na China, e de Londres, na Inglaterra. Confira os relatórios completos no site do SCImago.