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Jornal Cana

Entidades vivem período de aumento de investimentos

Publicado em 01 novembro 2010

"A cana originalmente era só uni capim, hoje ela é uma fábrica de açúcar, e tudo isso graças a tecnologia", comenta o Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Tecnologia Canavieira, Tadeu Andrade. Hoje produtores e usineiros têm disponível no setor, pesquisas e tecnologias eficientes que fazem da cana, um produto vencedor no tempo. Mas por trás de toda a evolução e produtividade que a cana tem tido nos últimos anos, estão os trabalhos de diversas entidades públicas e privadas.

O CTC, antigo Centro de Tecnologia Copersucar, fundado em 1979, por exemplo, há mais de 40 anos desenvolve pesquisas na área. Com o total de 300 funcionários, dentre eles 100 pesquisadores, e um histórico de lançamento de mais de 20 variedades, a empresa possui atualmente um orçamento total de 160 milhões de reais por ano. Segundo Tadeu Andrade, nos últimos cinco anos a empresa lidou com um salto no valor do orçamento. "A nossa aplicação em pesquisa é baseada nas contribuições associativas, então como desde 2005 nós dobramos o número de associados, houve um acompanhamento deste valor", explica o diretor da empresa que hoje conta com 160 associados.

No caso da Ridesa, que surgiu após a extinção da Planalsucar em 1990, o investimento financeiro vem de outras áreas. Os 40 milhões anuais aplicados vêm, uma parte, de órgãos financiadores do governo, como o FINEP e a FAPESP e do Ministério da Educação. Outra parte provém de convênios com as iniciativas privadas. Segundo o diretor executivo da entidade, Marcos Antônio Sanches, o investimento tem aumentado em comparação com os últimos anos. "Há dois fatores que contribuíram para o crescimento: os convênios com a iniciativa privada são corrigidos atualmente pela ATR e o orçamento do governo tem tido um aumento, que neste caso é devido a operação do Ministério da Educação em relação ao bônus liberado", explica.

Outra instituição que tem apresentado maiores investimentos é a Embrapa - Agroenergia. "Este aumento está de acordo com o programado pelo "V Plano Diretor da Embrapa" que estabeleceu como um dos objetivos estratégicos principais que é atingir um novo patamar tecnológico competitivo em agroenergia e biocombustíveis", comenta o chefe adjunto de comunicação e negócios, José Cabral Dias. Está em construção, com inauguração prevista ainda para este ano, a sede própria da instituição e a instalação de novos equipamentos e laboratórios. Esse é um dos motivos para que os investimentos dos próximos anos sejam três vezes maiores do que o de ano anteriores. A estimativa é que em 2011, o valor seja de 12 milhões -incluindo recursos fornecidos pela FINEP. No ano de 2008, as despesas resultavam em pouco mais que 3 milhões e meio. (CS)