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Endocrinologia oferece tratamento especializado para doenças da hipófise .

Publicado em 14 fevereiro 2012

Por Moura Leite Netto

Alterações na glândula da hipófise geram distúrbios hormonais severos e podem causar uma redução importante na expectativa de vida dos pacientes. A principal causa de alterações na hipófise é o surgimento de adenomas benignos, produtores ou não de hormônios, seguido pelo acometimento desta glândula por metástases de tumores malignos de outros órgãos. Dentre os adenomas produtores de hormônios temos a acromegalia, o gigantismo, a Doença de Cushing e os prolactinomas. Com profissionais especializados, o Núcleo de Endocrinologia do Hospital A.C.Camargo reúne estrutura para diagnóstico, tratamento e acompanhamento para pacientes que apresentam tumores hipofisários

Localizada na base do cérebro, a hipófise é considerada a principal glândula corpo humano. Essa afirmação se deve ao papel que ela desempenha em regular o trabalho de outras glândulas do corpo como: a suprarrenal, a tireóide, os testículos e ovários. Além desta função de coordenação, a hipófise também produz a prolactina (hormônio importante para a lactação), o GH (hormônio do crescimento), o hormônio anti-diurético (controle da quantidade de água no organismo) e o hormônio oxitocina (importante para o trabalho de parto).

Várias doenças podem acometer a hipófise incluindo lesões que prejudicam o seu trabalho, diminuindo a produção de hormônios e lesões que, por outro lado, cursam com a produção excessiva dos seus hormônios. Destas últimas estamos falando da acromegalia e gigantismo, da doença de Cushing, dos tumores produtores de prolactina, dentre outras, todas diagnosticadas e tratadas pela equipe do Núcleo de Endocrinologia Adulto do Hospital A.C.Camargo.

Quando o assunto é tumores hipofisários em casos raros estamos falando de câncer (carcinoma de hipófise), pois a maioria deles é de características benignas. As principais doenças nesta glândula são nódulos (adenomas), normalmente associados com sintomas neurológicos e hormonais.

No primeiro caso os sintomas são causados pela compressão que o tumor causa nas estruturas adjacentes e podem se apresentar como dor de cabeça constante nas regiões frontal e lateral e sem alívio após uso de analgésicos comuns e diminuição da acuidade visual, principalmente pela perda do campo visual lateral. Já os sintomas relativos às alterações hormonais podem ser reflexo do excesso ou da falta de produção dos hormônios.

Dentre os sintomas atribuídos à falta dos hormônios, geralmente causados pela compressão da hipófise normal pelo tumor, podemos citar a falta de energia, queda de pressão arterial, desânimo, sonolência, falta de vitalidade, quedas da glicemia dentre outros. Já os sintomas causados pelo excesso de hormônios vão variar de acordo com o tipo de hormônio produzido: prolactina, GH e ACTH. O diagnóstico, por sua vez, pode ser feito pela análise clínica juntamente com a determinação laboratorial dos hormônios e através de exames de imagem da região hipofisária. "Todo paciente que apresenta suspeita de ser portador de adenoma hipofisário deve ser avaliado através da ressonância magnética da região da glândula", destaca o endocrinologista do A.C.Camargo, Felipe Henning Gaia Duarte.

Acromegalia e gigantismo

A causa da acromegalia é a produção exagerada do GH (hormônio do crescimento) e do IGF-1 (Insulin-like Growth Factor-1). Em 98% dos casos, essa produção está associada à presença de tumores benignos na hipófise. O excesso de GH e IGF1, em conjunto, ocasionam alterações no organismo como o crescimento das extremidades (mãos e pés), mudança no aspecto facial e alterações no metabolismo (hipertensão e diabetes).

Quando esta doença surge na adolescência pode haver o aumento exagerado da altura do paciente levando ao quadro de Gigantismo. O tratamento consiste na remoção cirúrgica do adenoma hipofisário realizada, na maioria das vezes, por uma cirurgia através da cavidade nasal.

OS PRINCIPAIS SINTOMAS SÃO Mudanças na aparência física que podem ser atribuídas erroneamente ao processo de envelhecimento (crescimento de mãos e pés, alargamento da região frontal e da testa, queixo proeminente, aumento de volume do nariz e dos lábios, espaçamento entre os dentes e perda dentária, espessamento da pele (se torna oleosa e propensa à acne), sudorese abundante e alterações respiratórias, cardiovasculares e metabólico hormonais.

Felipe Gaia Duarte destaca que a suspeita de acromegalia baseada no quadro clínico e na aparência física pode ser confirmada pelos exames que medem os valores dos níveis de GH e IGF-1 no sangue. O tratamento pode ser cirúrgico e/ou medicamentoso, sendo o primeiro indicado para quando os adenomas são pequenos e circunscritos à região hipofisária. "Nestes casos, o índice de cura é de 80% a 90%", destaca.

Quando medem mais, acrescenta o especialista, esse índice cai para menos de 50%. "Se os níveis hormonais não voltarem ao normal depois da cirurgia ou se a operação não puder ser indicada, é necessário introduzir o tratamento com medicamentos.", observa Gaia Duarte. "O tratamento clínico pode ser feito com agonistas dopaminérgicos, análogos da somatostatina e com o antagonista do receptor de GH", detalha.

A radioterapia, segundo o endocrinologista, apenas deve ser usada quando os tumores apresentem comportamento agressivo ou quando a cirurgia e o tratamento clínico não apresentam os resultados desejados.

Cortisol e a Doença de Cushing

Outro hormônio controlado pela hipófise é o cortisol. Este hormônio está relacionado com as reações de estresse do organismo e é produzido pela glândula suprarrenal quando esta é estimulada pelo hormônio hipofisário ACTH. A doença de Cushing é uma doença rara caracterizada pela presença de um adenoma na hipófise que produz níveis elevados de ACTH. Como consequência temos a produção também elevada do cortisol que exerce efeitos negativos no metabolismo.

Dentre estes pode-se citar o ganho de peso decorrente do aumento de gordura no abdômen, perda de massa muscular com afinamento de braços e pernas, surgimento de grandes estrias violáceas, arredondamento do rosto, a pele fica mais fina e sujeita a hematomas espontâneos, além de alterações metabólicas como diabetes e hipertensão. "O tratamento ideal é a cirurgia, porém alguns medicamentos podem ser utilizados para controle dos níveis hormonais", destaca o endocrinologista do Hospital A.C.Camargo, Márcio Carlos Machado, que também cita que esta é uma doença rara, severa e que deve ser tratada por neuroendocrinologistas experientes em centros de referência.

Prolactinomas

A prolactina é outro hormônio produzido pela hipófise e que tem papel importante durante a lactação. A presença de níveis elevados desse hormônio na circulação pode ser causada rotineiramente por situações comuns como o estresse ou o uso de anticoncepcionais, porém quando encontramos níveis muito elevados de prolactina devemos pensar na possibilidade de um adenoma hipofisário produtor deste hormônio. As mulheres que apresentam essa condição geralmente se queixam de queda da libido, de irregularidade do ciclo menstrual e da saída de leite pelo peito (galactorréia). Nos homens o sintoma mais comum é a perda de potência sexual e mais raramente saída de leite pelo peito. "O tratamento desta doença deve ser feito preferencialmente com medicamentos, como os agonistas dopaminérgicos, sendo a cirurgia reservada para casos especiais" afirma Joilma Lima, endocrinologista do Hospital A.C. Camargo.

Sobre o Hospital A.C.Camargo - Instituição filantrópica criada em 1953 por Antônio e Carmen Prudente, o Hospital A.C.Camargo é um dos maiores centros de tratamento oncológico da América Latina. De forma integrada e multidisciplinar, atua na prevenção, diagnóstico e tratamento ambulatorial e cirúrgico dos mais de 800 tipos de câncer identificados pela Medicina, divididos em mais de 40 especialidades. A cada ano identifica e trata 14 mil novos casos da doença, com pacientes de diversas partes do país e exterior, totalizando mais de 950 mil atendimentos (consultas, exames laboratoriais e por imagem, internações, cirurgias, quimioterapia e radioterapia, entre outros). Seu corpo clínico é composto por uma equipe fechada de 403 médicos especialistas, a maior parte com mestrado e doutorado. A dedicação e interação destes profissionais em atividades interdisciplinares resulta em um tratamento com melhores índices de sucesso, só comparáveis aos observados nos maiores centros oncológicos do mundo.

Na área de ensino, o A.C.Camargo criou a 1ª Residência em Oncologia do país, em 1953, tendo formado em 2010 o seu milésimo residente. É também responsável pela formação de um em cada três oncologistas em atividade no Brasil. Sua pós-graduação, criada em 1997, é a única em um hospital privado reconhecida pelo Ministério da Educação e foi avaliada com nota máxima durante toda essa década pela CAPES, tornando-se assim, entre escolas públicas e privadas, a melhor do país em Oncologia e uma das duas melhores em Medicina. Tem a maior produção científica da área, com mais de mil trabalhos publicados na última década nas principais revistas internacionais de alto impacto. Centralizou em 2000 o Genoma do Câncer no Brasil, financiado pela FAPESP e Instituto Ludwig.

Em 2011, o Hospital foi eleito pela terceira vez uma das melhores empresas para Você trabalhar do Guia Você S/A Exame. Em 2009, o Hospital foi apontado pela edição 500 Melhores Empresas da revista Istoé Dinheiro como uma das melhores em Saúde pelo terceiro ano consecutivo e pela segunda vez consecutiva entre as 10 melhores empresas de serviços médicos do Brasil na Gestão de Pessoas, de acordo com o anuário Valor Carreira.

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