Notícia

Agência C&T (MCTI)

Encontrado dinossauro mumificado

Publicado em 09 dezembro 2007

São Paulo (Agência Fapesp)
Diferentemente da maior parte dos dinossauros, nesse caso não será preciso fazer grandes estimativas de como teria sido fisicamente o animal. Por conta disso, segundo os responsáveis pela descoberta sobre a aparência e constituição física dos gigantes pré-históricos já começam a ser mudadas.

O exemplar descoberto, do grupo dos hadrossauros, foi ainda pouco analisado e artigos serão publicados em revistas científicas sobre os resultados dos estudos. O fóssil, que recebeu o nome de Dakota, tem até mesmo bem preservados tendões e ligamentos. "Esse espécime supera o jackpot", disse o líder da escavação, Philip Manning, da Universidade de Manchester, ao comparar o achado com acertar o prêmio máximo em um caça-níqueis.

Segundo o paleontólogo, as chances de tal mumificação são muito pequenas. Primeiro, o corpo tem que escapar de predadores, de comedores de animais mortos e da degradação promovida pelo ambiente. Em segundo lugar, um processo químico específico precisa mineralizar o tecido antes da ação de bactérias que atuarão na decomposição. Em seguida, os restos do animal precisam sobreviver por milhões de anos sem danos até, por fim, serem descobertos e estudados.

A maioria dos dinossauros conhecidos foi estudada a partir de ossos, quase sempre encontrados separadamente. Com a Dakota, segundo os cientistas, o cenário é outro. "Em muitas partes, ele está completo e intacto, como em volta da cauda, dos braços, pernas e em parte do corpo", disse Manning.

A escavação será exibida no documentário Dino Autopsy, que será exibido nos Estados Unidos no dia 9 pelo Nacional Geographic Channel. O Conselho de Expedições da National Geographic financiou o trabalho de pesquisa.

Os hadrossauros eram herbívoros conhecidos como "vacas do Cretáceo". Análise preliminares revelaram que esse animal era 25% maior do que se achava: Dakota tinha cerca de 12 metros de comprimento e 3,5 toneladas.

Ao reconstruir um modelo tridimensional em computador, a partir das características físicos do fóssil, os cientistas puderam estimar como ele se movia. "Esse hadrossauro tinha potencial para correr mais rápido do que o tiranossauro", disse Manning. Uma vantagem considerável de 13 quilômetros por hora, com Dakota atingindo 45 quilômetros por hora.