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Empresas se unem para fabricar hormônio do crescimento no Brasil

Publicado em 09 dezembro 2002

Produção nacional do hGH, hoje importado, tornará o tratamento mais barato Evanildo da Silveira escreve para 'O Estado de SP': Boa notícia para os cerca de 10 mil brasileiros que sofrem de nanismo: a partir de 2003, o hormônio de crescimento ficará mais barato. Por meio de engenharia genética, duas pequenas empresas passarão a produzir no país o Human Growth Hormone (hGH), hoje fabricado só na Suécia, Dinamarca, Itália e nos EUA. Todo ano, o Brasil importa 1 milhão de doses, o que representa gastos de cerca de US$ 15 milhões. As empresas são a Hormogen Biotecnologia e a Genosys Biotecnologia, fundadas com financiamento do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas da Fundação de Amparo à Pesquisa de SP (Fapesp). A primeira, criada por pesquisadores da USP em 94, recebeu cerca de R$ 300 mil, e a segunda, fundada em 97 por cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, R$ 260 mil. A produção de hormônio de crescimento, usado principalmente por crianças, só se tornou possível para as duas empresas porque fizeram parceria com dois grandes laboratórios nacionais. A Hormogen teve 75% das suas ações compradas pela Biolab-Sanus, que investirá US$ 2 milhões no lançamento do produto. A Genosys firmou acordo de produção e distribuição com a Braskap. A Hormogen e a Genosys desenvolveram o hGH separadamente em escala piloto. Usam, para isso, a bactéria Eschericia coli, na qual é inserida a seqüência do gene humano responsável pela produção do hormônio de crescimento. "Já depositamos a patente no Instituto Nacional de Propriedade Industrial", afirma o químico Paolo Bartolini, um dos três sócios da Hormogen. "A produção deve começar até o fim do ano que vem. Para isso, a Biolab-Sanus está montando uma fábrica em Itapecerica da Serra." Antes, porém, serão necessários testes em pessoas, fase que deverá Antes, porém, serão necessários testes em pessoas, fase que deverá durar no máximo seis meses. "Queremos começar a vender nosso produto no segundo trimestre de 2003", diz o bioquímico Jaime Francisco Leyton, da Genosys. "Ele deverá ser 30% mais barato que o importado." (O Estado de SP, 7/12) JC e-mail 2177