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G1

Empresas desenvolvem estratégias para diminuir prejuízos com o trânsito em SP

Publicado em 27 novembro 2018

Em São Paulo, desde que o viaduto na Marginal Pinheiros cedeu, há quase duas semanas, o trânsito piorou muito. E como não existem alternativas, pessoas e empresas tiveram que desenvolver estratégias pra diminuir os prejuízos com os congestionamentos.
A cidade que não pode parar pergunta quando voltará a andar. Desde que o viaduto numa das principais vias de São Paulo cedeu, o volume de congestionamentos aumentou até 25% no horário de pico da manhã.
E sem prazo para o conserto, quem vive na rua faz as contas. Uma empresa de concreto entrega 350 caminhões por dia em obras espalhadas pela cidade e o deslocamento está mais difícil do que nunca.
O caminhão betoneira girando, em funcionamento, significa que tem concreto sendo produzido lá dentro. O que pouca gente sabe é que tem prazo de validade esse trabalho. O caminhão tem hora marcada para chegar na obra para o concreto ser utilizado. Senão perde-se o material e até o caminhão corre riscos. Por isso, toda a atenção é necessária no trajeto.
Uma central, na sede da empresa, tenta achar os melhores caminhos. Monitora a situação do trânsito e a posição de cada betoneira no mapa da cidade.
Desde que o viaduto foi interditado, os caminhões estão gastando, em média, mais 20 minutos para chegar aos seus destinos. “Essa é nossa perda de produtividade, 10 a 15% que nós temos na produtividade das nossas betoneiras. O que nos causa, em termos anualizados, um impacto em torno de R$ 2 milhões”, diz Ricardo Soares, gerente geral.
No mercado online a situação não é mais fácil. Um galpão, no interior do estado, concentra milhares de produtos. Os pedidos chegam pela internet, as encomendas são rapidamente processadas até que entra a fase do mundo real: a entrega.
Com o viaduto fechado, a empresa precisou reforçar pequenas centrais de distribuição dentro da cidade. “ A gente decidiu fazer a transferência das vendas que foram efetuadas no dia anterior durante a madrugada para pontos mais avançados, que tão longe dessa região afetada e a partir daí durante o dia, na hora comercial, entregar esses pacotes por uma outra rota. Uma rota que não passa pela zona afetada”, destaca Leandro Bassoi, diretor de logística.
O economista Eduardo Haddad fez um estudo calculando quanto São Paulo perdia com engarrafamentos em 2015. Chegou ao valor de R$ 160 bilhões por ano. De três anos para cá e agora com o viaduto fechado, esse número vai crescer na próxima pesquisa.
"Tendo em vista que vai aumentar o tempo de deslocamento das pessoas, isso reduz a produtividade dos trabalhadores e consequentemente reduz o crescimento econômico", afirma Eduardo Haddad, professor de economia USP.
E a solução para melhorar os deslocamentos fica cada dia mais difícil. "É difícil e cara. Requer investimentos muito vultosos, principalmente em transportes público de massa, e a gente está falando metrô, transporte sobre trilho de uma maneira geral”, destaca o economista.
Enquanto isso não acontece, resta ao entregador de concreto torcer para continuar recebendo as melhores dicas do trânsito. "A gente economiza tempo, consegue atender bem o cliente e, querendo ou não, a gente consegue chegar um pouco mais cedo em casa... Aí já ajuda bastante também", conta Isaac Batista de Souza, motorista.

Em São Paulo, desde que o viaduto na Marginal Pinheiros cedeu, há quase duas semanas, o trânsito piorou muito. E como não existem alternativas, pessoas e empresas tiveram que desenvolver estratégias pra diminuir os prejuízos com os congestionamentos.

A cidade que não pode parar pergunta quando voltará a andar. Desde que o viaduto numa das principais vias de São Paulo cedeu, o volume de congestionamentos aumentou até 25% no horário de pico da manhã.

E sem prazo para o conserto, quem vive na rua faz as contas. Uma empresa de concreto entrega 350 caminhões por dia em obras espalhadas pela cidade e o deslocamento está mais difícil do que nunca.

O caminhão betoneira girando, em funcionamento, significa que tem concreto sendo produzido lá dentro. O que pouca gente sabe é que tem prazo de validade esse trabalho. O caminhão tem hora marcada para chegar na obra para o concreto ser utilizado. Senão perde-se o material e até o caminhão corre riscos. Por isso, toda a atenção é necessária no trajeto.

Uma central, na sede da empresa, tenta achar os melhores caminhos. Monitora a situação do trânsito e a posição de cada betoneira no mapa da cidade.

Desde que o viaduto foi interditado, os caminhões estão gastando, em média, mais 20 minutos para chegar aos seus destinos. “Essa é nossa perda de produtividade, 10 a 15% que nós temos na produtividade das nossas betoneiras. O que nos causa, em termos anualizados, um impacto em torno de R$ 2 milhões”, diz Ricardo Soares, gerente geral.

No mercado online a situação não é mais fácil. Um galpão, no interior do estado, concentra milhares de produtos. Os pedidos chegam pela internet, as encomendas são rapidamente processadas até que entra a fase do mundo real: a entrega.

Com o viaduto fechado, a empresa precisou reforçar pequenas centrais de distribuição dentro da cidade. “ A gente decidiu fazer a transferência das vendas que foram efetuadas no dia anterior durante a madrugada para pontos mais avançados, que tão longe dessa região afetada e a partir daí durante o dia, na hora comercial, entregar esses pacotes por uma outra rota. Uma rota que não passa pela zona afetada”, destaca Leandro Bassoi, diretor de logística.

O economista Eduardo Haddad fez um estudo calculando quanto São Paulo perdia com engarrafamentos em 2015. Chegou ao valor de R$ 160 bilhões por ano. De três anos para cá e agora com o viaduto fechado, esse número vai crescer na próxima pesquisa.

"Tendo em vista que vai aumentar o tempo de deslocamento das pessoas, isso reduz a produtividade dos trabalhadores e consequentemente reduz o crescimento econômico", afirma Eduardo Haddad, professor de economia USP.

E a solução para melhorar os deslocamentos fica cada dia mais difícil. "É difícil e cara. Requer investimentos muito vultosos, principalmente em transportes público de massa, e a gente está falando metrô, transporte sobre trilho de uma maneira geral”, destaca o economista.

Enquanto isso não acontece, resta ao entregador de concreto torcer para continuar recebendo as melhores dicas do trânsito. "A gente economiza tempo, consegue atender bem o cliente e, querendo ou não, a gente consegue chegar um pouco mais cedo em casa... Aí já ajuda bastante também", conta Isaac Batista de Souza, motorista.