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Empresa lança, no Brasil, lata para micro-ondas

Publicado em 15 junho 2010

A Companhia Metalúrgica Prada lançou no mercado brasileiro uma lata de aço que pode ser levada ao forno micro-ondas e também para o forno convencional. A tecnologia, que demorou cerca de cinco anos para ser desenvolvida, utiliza um verniz que reveste a lata e suporta o calor gerado pelas ondas. Segundo a empresa, o material é seguro mesmo se sofrer riscos durante o transporte e armazenamento.

Thaís Fagury, gerente executiva da Associação Brasileira da Embalagem de Aço Abeaço, acredita que esse mercado - já difundido na Europa e na América do Norte - deve chegar com força ao Brasil. "A lata tem aquecimento uniforme e não necessita de refrigeração", diz. Para desenvolver a tecnologia, a empresa fez testes com sopas e produtos prontos com carnes, como por exemplo o estrogonofe. "Agora vamos iniciar testes com outros tipos de produtos", afirma Caroline Fátima Da hora, coordenadora de marketing da Prada. De acordo com ela, uma das vantagens da lata em relação às outras embalagens é o formato cilíndrico. "Quando você coloca uma lasanha na embalagem tradicional no micro-ondas, geralmente ela esquenta mais as bordas", diz.

A expectativa da Prada é que as latas cheguem às prateleiras em no máximo seis meses. Sem conservantes Outra novidade do mercado é a lata de aço para alimentos cozidos no vapor que dispensa o uso de conservantes como o sal. Desenvolvida pela Metalgráfica Rojek Ltda, empresa especializada na produção de lata desenvolvida pela Rojek para micro-ondase embalagens metálicas para o acondicionamento de alimentos, a lata é produzida com tampa "abre-fácil" - cuja abertura dispensa a utilização de utensílios - e pode acondicionar milho, ervilha, grão-de-bico, feijão branco, seleta de legumes e soja.

Segundo Luiz Antônio Cypriano, gerente de desenvolvimento da Rojek, a tecnologia permite preservar melhor as propriedades do produto e também atender consumidores diabéticos e hipertensos, já que as embalagens tradicionais contêm água e açúcar. "No lugar da salmoura que é colocada para fazer o vapor, é preciso só da água", afirma. Para desenvolver o projeto, a Rojek contou com a parceria de dois pesquisadores da Universidade de Campinas Unicamp - Homero Gumerato e Flávio Luis Shimidit - e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com Cypriano, as latas devem estar no mercado a partir de agosto.

Embalagens para um novo consumidor

Os lançamentos no mercado de embalagens de aço reforçam o crescimento do setor. Conforme dados do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, somente em 2009 foram desenvolvidos 274 mil tipos de embalagens, 18% a mais que em 2008. "A inovação no mercado de embalagem comprova um novo perfil de consumidor, destinado a comprar o suficiente para seu consumo", diz Lívia Barbosa, diretora do Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM. Para este ano, a previsão de crescimento do setor é de 19,7%.