Notícia

Inova Unicamp

Empresa-filha da Unicamp foca em melhoria de processos para ganhos em produtividade na indústria

Publicado em 15 agosto 2019

Por Carolina Izzo Octaviano

Tecnologia desenvolvida pela startup Bioprocess Improvement pode ser aplicada em usinas de cana-de-açúcar

A partir da experiência prévia no setor sucroenergético, os sócios fundadores da Bioprocess Improvement, desenvolveram uma tecnologia voltada para otimizar a produtividade na indústria. Atualmente pré-incubada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), a empresa atua no segmento de Biotecnologia e Engenharia de Processos e desenvolveu uma Plataforma de Prototipagem Virtual capaz de otimizar e personalizar processos e equipamentos industriais.

“A nossa empresa oferece uma plataforma de simulação completa e mão de obra especializada que garante o sucesso no desenvolvimento de novos processos, análises e resolução de gargalos tecnológicos da indústria”, aponta Marcelo Ventura Rubio, um dos fundadores. Tal plataforma permite a redução de tempo e de investimentos financeiros no desenvolvimento de novos produtos, processos e investimentos. “Isso gera uma mudança no conceito de elaboração de protótipos que, geralmente, é realizado por tentativa e erro, o que acarreta em baixa eficiência e alto custo”, comenta Rubio.

Segundo os fundadores, a ideia de criar a startup surgiu, principalmente, para trazer ganhos na produção, num setor que tem sentido os impactos da crise econômica. Um dos principais problemas apontados está, justamente, relacionado à diminuição de matéria-prima, fato que pode ser revertido com o uso de tecnologias focadas no aumento da produtividade, como é o caso da plataforma desenvolvida pela Bioprocess Improvement, com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mesmo que o cenário nacional demonstre perdas na produção na próxima safra, o empreendedor é otimista com relação à recuperação do setor sucroenergético no país. Vale ressaltar que, no ranking mundial, o Brasil é o maior produtor de cana, seguido pela China e Índia. “O Brasil ainda conta com um grande número de biorrefinarias que podem ser nossos futuros clientes. Além disso, a sinergia entre a busca de biorrenováveis e incentivos de políticas públicas, como o programa Renovabio, tendem a melhorar o panorama do mercado sucroenergético nos próximos anos”, defende.

Inauguração do prédio LIB evidencia expertise da Unicamp

Como exemplo destes esforços e do potencial brasileiro na área sucroenergética, a Unicamp inaugurou, recentemente, o Laboratório de Inovação em Biocombustíveis (LIB). O prédio, que integra o Parque Científico e Tecnológico da Universidade e está com edital aberto para empresas interessadas em parcerias, surge como um espaço promissor de relacionamento entre Unicamp e empresas, por meio de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento.

Ou seja, se, de um lado, há o esforço de startups em criarem novos produtos e serviços voltados para a produção de açúcar e etanol, do outro, há um empenho da Universidade em fornecer a expertise e o ambiente adequados para que novas pesquisas sejam desenvolvidas. “A Unicamp é pioneira nas pesquisas sobre biocombustíveis, com faculdades e institutos que atuam nessa área de pesquisa, e ter um espaço dedicado a isso pode fomentar mais pesquisas junto às empresas e os nossos grupos de pesquisa, o que será muito importante para o desenvolvimento dessa área no país”, corrobora o Professor Marcelo Knobel, reitor da Unicamp.