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Folha de Londrina online

Empresa de SP cria time de futebol de robôs

Publicado em 06 setembro 2005

Por Ana Paula Lacerda

Não há nenhum Robinho ou Ronaldo, mas os craques desse time também começam com R: são robôs. A Cientistas Associados, empresa incubada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cinet) de São Carlos (SP), desenvolveu um time de cinco robozinhos que jogam bola, driblam e diferenciam os robôs colegas dos robôs adversários.
Cláudio Adriano Policastro, gerente da Cientistas Associados, explica que a intenção é criar um produto para entretenimento, com placar, onde cada robozinho será guiado por um controle - ou seja, numa partida de dois times, até dez pessoas entrariam no embate. Mas esse ainda é um projeto, e o foco da empresa hoje é o software que faz o time funcionar, controlando a parte mecânica e a velocidade. ''Numa primeira fase, esses robôs podem ser vendidos para universidades que fazem pesquisa na área de computação e automação'', afirma. Dessa maneira, poderiam obter mais verba para desenvolver o kit Sci-Game - como será chamado o jogo.
''Como os robôs são feitos nos padrões da Robo Cup (disputa internacional de futebol de robô), alguns centros de pesquisa podem usar nosso modelo como base para testar novas tecnologias'', diz Policastro. Os robôs funcionam em time ou separadamente e, segundo o pesquisador, há universidades interessadas em adquiri-los.
''Fizemos uma pesquisa de mercado e diversas instituições demonstraram interesse.'' Um ponto favorável ao projeto da empresa é o preço: embora não esteja definido, o kit deve custar cerca de R$ 8 mil. O kit importado mais barato custa cerca de US$ 4 mil, ou R$ 10 mil.
Até agora, somando bolsas e material, foram investidos no projeto cerca de R$ 1 milhão - recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) - , e a previsão é que em dezembro os craques de metal possam ser adquiridos. Policastro acredita que em um ano e meio já terá retorno de boa parte do que foi investido. ''Visamos não só ao mercado interno como também centros de pesquisa no exterior.'' A equipe de 33 pessoas da Cientistas Associados já terminou os protótipos e está pronta para sair da incubadora. ''Foi bom ter essa estrutura física, mas agora sei que estamos prontos para andar sozinhos.''