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A Cidade On (São Carlos, SP)

Empresa da Unicamp vai desenvolver novo modelo de teste

Publicado em 20 agosto 2020

No edital ficou definido que ela tem até 12 meses para transformar o conceito científico do biossensor

Uma empresa criada na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), BIOinFOOD, foi selecionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para desenvolver o protótipo do novo modelo de teste rápido que usa leveduras para o diagnóstico da covid-19, chamado CoronaYeast.

De acordo com a Unicamp, a empresa foi uma das 59 classificadas no edital lançado em maio, concorrendo com grandes empresas farmacêuticas e de tecnologia, num universo de 300 inscrições.

No edital ficou definido que ela tem até 12 meses para transformar o conceito científico do biossensor, criado e patenteado na Unicamp, num produto comercial. Em contrapartida, a empresa deve investir um percentual mínimo de 10% do valor aprovado.

"Nascemos para atuar na área de alimentos e bebidas, mas nossa expertise em modificar leveduras não fica delimitada a isso, porque o microrganismo é o mesmo, as técnicas de manipulação genética são as mesmas, o que muda é só a aplicação", explicou Osmar Carvalho Netto, cofundador da BIOinFOOD.

Netto explicou que a empresa vai contratar mais dois cientistas para trabalharem exclusivamente no desenvolvimento do dispositivo que será produzido, inicialmente, em impressoras 3D; e finaliza a montagem de um laboratório próprio no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas, também financiado com recursos públicos do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas, da Fapesp.

COMO SERÁ

A ideia é que as pessoas possam fazer o teste em casa de forma segura, se necessário várias vezes na semana, a partir da coleta de amostras de saliva e, também, para detecção de contaminação em superfícies.

A principal vantagem do biossensor sobre o atual teste RT-PCR é o custo baixo de produção do insumo. Em condições ideais esses microrganismos se multiplicam rapidamente. Além disso, o novo kit tem autonomia em relação ao uso de reagentes.

"É como um teste de gravidez que se compra na farmácia, você não precisa de nada complementar para fazer diagnóstico", compara Netto.

Com informações da assessoria de imprensa