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Empresa cria software para facilitar uso de tablets por treinadores esportivos

Publicado em 18 maio 2011

Por Por Solange Calvo

Software para tablets facilita a tarefa de profissionais de esportes coletivos na preparação tática, simulação e análise de jogadas.

A ideia do desenvolvimento de uma prancheta eletrônica para Tablet PC nasceu de um time formado por Danilo Lacerda, Fernando Closs e Pedro Henrique Borges de Almeida. Os engenheiros de computação uniram-se em sociedade e fundaram a startup ClanSoft, em meados de 2009, para colocar no mercado o TacticalPad - software com funcionalidades que auxiliam profissionais de esportes coletivos [futebol, futsal, handbol e basquete] na preparação tática, decisões estratégicas, simulações e análises de jogadas.

A startup obteve apoio financeiro por meio de dois programas. Um deles da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), o Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe); e o Primeira Empresa Inovadora (Prime), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). E ainda a colaboração da Microsoft, no fornecimento de ferramentas.

As tecnologias que serviram de base para o TacticalPad incluíram o Windows Presentation Foundation (WPF), Windows Forms e bibliotecas de programação específicas para Tablet PC. Almeida diz que usuários de outros softwares com a mesma finalidade apresentam dificuldades no manuseio. "Além da interface confusa, o uso de dispositivos de entrada, como mouse e teclado, inviabilizam o uso. Por isso, a opção pelo Tablet PC foi primordial."

De acordo com o executivo, para criar as funcionalidades com características alinhadas às expectativas da área de esportes, a empresa contou com a colaboração de vários profissionais, muitos deles atuais usuários da tecnologia. Estão entre eles, o ex-coordenador das categorias de base do Palmeiras, Marcos Biasotto; o treinador da seleção da Coreia do Sul, Gama Lima; o treinador das categorias de base do Corinthians, Rodrigo Leitão; o treinador de handbol da cidade de Itu, Rafael Pombo; e o assistente técnico de basquete do São José, Paulo Jaú.

O primeiro uso oficial do TacticalPad foi durante a copa São Paulo de Futebol Júnior de 2010. Ele auxiliou na preparação tática dos atletas do Palmeiras, segundo Almeida, e na análise dos adversários. Não é diferente no time profissional da Ponte Preta. O observador técnico Fábio Moreno e o técnico Gilson Kleina utilizam a tecnologia para fazer análise dos adversários e passar instruções para os atletas.

A dobradinha tablet e TacticalPad está rompendo as fronteiras dos campos e ganhando o aval de jornalistas, blogueiros e adeptos do esporte. Mauro Beting, comentarista esportivo da Rádio Bandeirantes e colunista do Lance Net! E Yahoo, usa a tecnologia para fazer suas análises táticas no blog. André Rocha, blogueiro do GloboEsporte.com, também.

"A interface simples e intuitiva facilita o manuseio, bem como a visualização em 3D, a rapidez que proporciona para montar animações e a possibilidade de realizar edições de vídeo para estudos facilitaram a aceitação. E podem ser usados à beira do campo", diz Almeida, que acrescenta a vantagem de a tecnologia também eliminar as anotações em papel, que aconteciam, em geral, de maneira desordenada. "É uma nova era na área de esportes", garante o executivo.

O TacticalPad é comercializado no tradicional modelo de licenças e pode ser adquirido na versão, sem o recurso de vídeo, por 289 reais para licença de uso anual [com taxa de renovação de 95 reais por ano]. Já a versão com recurso de vídeo custa 439 reais para licença de um ano, com taxa de renovação anual de 149 reais.