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Empreendedorismo no Brasil: avanços e dificuldades fazem o brasileiro empreender

Publicado em 05 dezembro 2017

Por Ronei Marcos

Empreender é um desafio todos os anos, contudo, a crise econômica vivenciada pelo Brasil tem desmotivado muitos empreendedores. A boa notícia é que o mercado está favorável para quem pensa em investir em um novo negócio no próximo ano.

“2018 será um ano pautado na criação de novos negócios com potencial para não só ter sobrevida maior que o período crítico de um ano, mas que já devem crescer.Local: Belo Horizonte, MG

Em 2018, a tendência é que as pessoas continuem empreendendo para driblar a crise, mas as dificuldades como a burocracia e a falta de preparo ainda contrasta com a revolução tecnológica e a disponibilidade de tecnologias que ajudam a gerir e operar empresas. Em contrapartida, cada vez mais programas e mecanismos de incentivos estão sendo criados.

Nos últimos anos o Brasil tem estado na lista de países mais empreendedores do mundo, inclusive ficando à frente de países como Argentina, México e dos países do BRICS (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

No relatório da GEM (Global Entrepreneurship Monitor, 2016) o Brasil se destaca na categoria intermediária de países cujos negócios são impulsionados pela eficiência, na qual se destacam os avanços ligados à industrialização e ao ganho de escala em negócios - uma categoria intermediária na escala de “desenvolvimento”. As outras duas são a de empreendimentos impulsionados por fatores (na qual a exploração de recursos naturais e o empreendimento de subsistência as principais atividades, que aponta menos desenvolvimento) e a de impulsionamento com base em inovação (que aponta mais desenvolvimento).

Os países mais avançados economicamente buscam empreendimentos focados e impulsionados por inovação, categoria liderada por países como Estados Unidos, Austrália, Canadá e outros menos conhecidos como Chipre e Eslovénia, todos com maior renda per capita e índice de desenvolvimento do que o Brasil, o que demonstra que há ligação direta entre o tipo de empreendimento e o ecossistema no qual o empreendedores estão inseridos.

Startups contribuem para mudança de perfil do empreendedorismo

Enquanto se desenvolve nas áreas de infraestrutura na economia o Brasil tenta pular etapas com a ajuda das startups (empresas altamente focadas em inovação e com potencial de crescimento exponencial). Segundo o site especializado na listagem e classificação de startups Startup Ranking, o Brasil atualmente é o 8º colocado em número de empresas, com quase 900 startups.

Os dados da Associação Brasileira de Startups (Absartups) mostram que o número é muito maior: com mais de 4.000 startups associadas à entidade possui cadastro de quase 40.000 empreendedores.

Essas empresas devem contribuir para a captação de investimento externo e para a evolução no perfil empreendedor do Brasil nos próximos anos, principalmente pela afinidade dos empreendedores nacionais com a área de tecnologia da informação, que permite que negócios sejam criados sem grandes custos iniciais. Segundo o empreendedor da área de TI para software gestão empresarial (ERP cloud ), Ronei Marques, a possibilidade de criar produtos e serviços de TI que serão consumidos no próprio país é interessante: “Ter foco inicial nos clientes regionais e nacionais, especialmente na área de tecnologia da informação para a gestão de empresas foi uma aposta certeira: sendo um país empreendedor no qual os micro e pequenos negócios estão investindo em software e eficiência administrativa nos levou de nenhum a mais de 1000 clientes em 3 anos”. Para o sócio da GestãoClick, um sistema ERP , 2018 será um ano pautado na criação de novos negócios com potencial para não só ter sobrevida maior que o período crítico de um ano, mas que devem já nascer com mais chances de sucesso, porque tem investido em um bom controle financeiro e em planejamento.

País deve crescer em 2018, empreendedorismo deve se fortalecer

No final do mês de novembro, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou projeções que mostram o Brasil ascendendo economicamente nos próximos 2 anos. Mesmo mostrando perspectivas modestas de 1,9% (2018) e 2,3% (2019) o cenário deve trazer estabilidade necessária para a criação de novos negócios e para a manutenção dos empreendimentos criados no país.

Infraestrutura, Entidades e Programas vão impulsionar criação de negócios.

Entre os fatores que devem ajudar o crescimento do empreendedorismo no país estão melhorias na qualidade dos serviços de telecomunicações e Internet, o acesso a sistemas de gestão e os incentivos à criação de negócios como o Fundo de Coinvestimento Anjo (iniciativa do BNDES que lançou edital em 14 de novembro e aceita proposta até meados de janeiro de 2018), o programa Empreender Mais Simples (Banco do Brasil com apoio do Sebrae) e outros programas de instituições ligadas à pesquisa, desenvolvimento e inovação como Finep, Fapesp, Banco do Nordeste, Cnpq e incubadoras e aceleradoras de negócios.

Mais Informações

Startup Ranking

https://www.startupranking.com/countries

Relatório GEM

http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/70d1237672d36de1ba87890e

4cb251cc/$File/7737.pdf

Renda per capita

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal_per_capita

GestãoClick

https://gestaoclick.com.br/?utm_source=dino&utm_medium=divulgacao