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Monitor Mercantil

Embraer vende mais 11 jatos E195 à Azul

Publicado em 27 outubro 2011

A Embraer e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras assinaram nesta quarta-feira contrato para a venda de 11 jatos Embraer 195.0 negócio aumenta o total de pedidos da companhia aérea para 52 E-Jets da Embraer. O valor total desta última aquisição, a preço de lista, é de US$ 497,2 milhões e as entregas estão previstas para começarem em 2013.

Adicionalmente aos 23 aviões E195 que já estão em operação, com configuração de 118 assentos, a Azul também opera dez E190 com 106 assentos.

Ambos os modelos são a base da frota da Azul, que iniciou operações em 2008 e em poucos anos alcançou a respeitável marca de 12 milhões de passageiros transportados. Com este pedido, a Azul será o operador com a maior frota de E-Jets na América do Sul.

"Este novo pedido da Azul é mais um exemplo do sucesso do El 95 no modelo de negócios de empresas de baixo custo", disse Paulo César de, Souza e Silva, vice-presidente executivo da Embraer para o Mercado de Aviação Comercial. "Estou particularmente satisfeito por ter um cliente brasileiro demonstrando a versatilidade do E195 aqui em nosso país."

Para David Neeleman, presidente do Conselho de Administração da Azul o pedido enfatiza a crença da companhia de que o E190 e o E195 são os aviões certos para a crescente frota da Azul no Brasil. "Esta capacidade adicional suportará o crescimento lucrativo, bem como a nossa missão principal de oferecer transporte aéreo seguro, confortável e acessível à crescente malha aérea da empresa no país", disse o executivo.

Atualmente, cada E190eE195 da frota da Azul voa uma média de 13 horas por dia, a mais alta entre os operadores de E-Jets.

Biocombustível

A Boeing, Embraer e FAPESP anunciaram uma carta de intenção para colaboração em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação, que representa um importante passo para a criação no Brasil de uma indústria de biocombustível sustentável de aviação. As companhias aéreas Azul, GOL, TAM e Trip atuarão como consultoras estratégicas do programa.

Como resultado da parceria assinada nesta quarta-feira, Boeing, Embraer e Fapesp vão liderar o desenvolvimento de estudo detalhado sobre as oportunidades e os desafios de criar no Brasil uma indústria de produção e distribuição de combustível de aviação bioderivado, sustentável e economicamente eficiente. Quando estiver concluído, no final de 2012, o estudo, que incluirá um roadmap de tecnologia e sustentabilidade, será tornado público.

O estudo será orientado por uma série de workshops públicos a serem realizados ao longo do próximo ano, com dados fornecidos por um amplo leque de stakeholders, assim como um Conselho Consultivo Estratégico que dará ao projeto ampla orientação e apoio institucional. Empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, especialistas em ambiente e agências de governo farão parte do conselho.