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Embraer e Boeing terão centro de pesquisa conjunto

Publicado em 12 maio 2014

A Embraer e a Boeing anunciaram que vão criar um centro de pesquisa conjunto para o desenvolvimento de uma indústria de biocombustível sustentável para aviação no Brasil.

De acordo com o memorando assinado, as empresas realizarão pesquisas conjuntas na área de biocombustível e financiarão e coordenarão esforços de pesquisa com universidades brasileiras e outras instituições. A pesquisa será concentrada em tecnologias para suprir lacunas na cadeia de suprimentos de biocombustível sustentável para aviação no Brasil, como produção de matérias-primas e tecnologias de processamento. O centro de pesquisa de biocombustível das empresas será localizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

“A Boeing trabalha com muito empenho em todo mundo para expandir o fornecimento de biocombustível sustentável para aviação e reduzir as emissões de carbono da indústria”, afirma Julie Felgar, diretora executiva de Estratégia e Integração Ambiental da Boeing Aviação Comercial. “Esse centro de pesquisa conjunto mostra o forte compromisso da Boeing e da Embraer para contribuir com o sucesso da indústria de biocombustível sustentável de aviação no Brasil”

“A Embraer está comprometida em apoiar o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis para a aviação, e os esforços conjuntos com a Boeing certamente contribuirão para que a empresa siga acompanhando a vanguarda das pesquisas no tema”, diz Mauro Kern, Vice-Presidente Executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “O Brasil tem tradição na área de combustíveis alternativos, além de possuir um enorme potencial a ser explorado na pesquisa em bioenergia”, completa.

Em 2013, a Embraer, a Boeing e a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) finalizaram um plano de ação chamado “Plano de Voo para Biocombustíveis de Aviação no Brasil”, que identificou lacunas em uma potencial cadeia de suprimentos de biocombustíveis. A pesquisa conjunta Boeing-Embraer ajudará a preencher essas lacunas.

Quando produzido de forma sustentável, o biocombustível de aviação emite de 50% a 80% menos dióxido carbono ao longo de seu ciclo de vida do que o combustível de aviação à base de petróleo. Globalmente, mais de 1.500 voos de passageiros movidos a biocombustível já foram realizados desde que o uso desse combustível foi aprovado em 2011.

Da redação