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Embraer e Boeing criarão centro de pesquisa sobre biocombustíveis

Publicado em 12 maio 2014

A Embraer e a empresa americana Boeing anunciaram nesta segunda-feira (12/05) um acordo para começar os estudos para criar um centro de pesquisa tecnológica na área de biocombustíveis para aviação.

Em comunicado conjunto, as duas companhias informaram que "planejam abrir" o centro no Parque Tecnológico da cidade de São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, onde a Embraer tem sua sede para poder investigar e desenvolver um "biocombustível sustentável" e "reduzir as emissões de gás carbônico" na indústria da aviação.

O Memorando de Entendimento assinado hoje prevê uma fase de pesquisas conjuntas e o "financiamento e coordenação de esforços" com universidades brasileiras e outras instituições.

A "tradição" do Brasil no desenvolvimento de combustíveis alternativos foi um dos aspectos que contaram para esta aliança. Em 2013, Boeing, Embraer e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) realizaram um estudo que identificou as "lacunas" e o "potencial" dos biocombustíveis para aviação no país.

Com uma "produção sustentável", o biocombustível para aviação reduz entre 50% e 80% a emissão de dióxido de carbono em relação aos combustíveis fósseis. Desde 2011, já foram realizados 1.500 voos com passageiros nos quais se usou esse tipo de combustível alternativo, detalha a nota.

A agência de classificação de risco Moody's advertiu em um recente estudo que a "reserva de liquidez é crucial para a indústria brasileira de açúcar e etanol".

O etanol da cana-de-açúcar foi o pioneiro para o desenvolvimento do biocombustível de aviação em 2008 com o lançamento da aeronave agrícola Ipanema, da Embraer, mas na atualidade o setor sofre com os "riscos macroeconômicos e a "vulnerabilidade aos voláteis preços da matéria-prima", apontou a Moody's.

POR AGÊNCIA EFE