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Em webinário de OVALE, especialistas falam sobre novos telescópios e ressaltam importância dos projetos

Publicado em 12 julho 2021

Um deles ressaltou que um dos grandes objetivos do GMT é buscar evidências de que exista alguma atividade biológica fora

O webinário OVALE Lab, com a participação de Irapuan Rodrigues de Oliveira Filho (Coordenador do Observatório da Univap), Josué Cardoso dos Santos (PhD Pesquisador do ITA) e Laerte Sodré Junior (PI do Projeto GMT/FAPESP - IAG/USP - Coordenador) abordou as inovações tecnológicas, que têm se tornado cada vez maiores e a proposta do novo telescópio GMT (Telescópio Gigante Magalhães), que é abrir fronteiras no espaço e tempo ao conseguir visualizar o universo com os pés no chão.

A transmissão teve perguntas de Caio Goulart e Irene Ortega, estudantes de jornalismo que integram o projeto OVALELab.com Univap

Irapuã Rodrigues lembrou das primeiras lunetas, feitas por Galileu Galilei. “De lá, o interesse começou a aumentar, se descobriu um monte de coisas. Todo o conhecimento que a gente tem do universo, é baseado nas experiências que a gente tem do céu e com o conhecimento astronômico”, disse o webinário.

Ele também falou sobre a importância do investimento em grandes telescópios em lugares onde poderão ser mais bem aproveitados, como no deserto do Atacama, no Chile, onde chove pouco.

O pesquisador falou sobre a evolução da tecnologia e do armazenamento de dados. “Esses grandes projetos geram uma quantidade muito grande de dados, que precisam ser analisados e os grandes astrônomos do mundo não conseguiriam trabalhar com todos esses volumes de dados”, disse, falando sobre a importância da inteligência artificial.

Rodrigues também falou sobre os vários tipos de telescópios que existem atualmente.

Josué Cardoso dos Santos também falou sobre os satélites e seus conceitos. “A tecnologia não é uma coisa recente”, disse.

Ele também falou sobre questões técnicas sobre os satélites e explicou como os satélites ficam em órbita na terra.

Santos também explicou como, por exemplo, os aviões conseguem ter sinal de internet enquanto estão no ar.

“Satélites que ficam mais próximos da órbita da terra, duram de sete a dez anos”, explicou.

Já Laerte Sodré Junior falou sobre o telescópio GMT. “Ele vai permitir ver objetos extremamente mais fracos. Envolve um tipo de tecnologia que nunca foi utilizado em um equipamento deste porte”, disse.

“Precisamos desenvolver novas tecnologias para fazer esse telescópios possíveis”, explicou.

“Um dos grandes objetivos do GMT é buscar evidências de que exista alguma atividade biológica fora deste planeta”, disse.

GMTFoto: Ray Bertram / GMT (Foto: Foto: Ray Bertram / GMT)