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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Em visita à Unicamp, Eduardo Cruz fala sobre a educação superior em Cuba

Publicado em 23 março 2009

Dar continuidade ao processo de relações acadêmicas existentes entre a Unicamp e as universidades de Cuba, além da divulgação do 7º Congresso Internacional de Educação Superior (Universidad 2010) – que será realizado em fevereiro de 2010, em Havana – foram os principais objetivos da visita de Eduardo Cruz González, assessor do Ministério de Educação Superior de Cuba, nesta segunda-feira (23) à Unicamp. Recepcionado pelo coordenador de Relações Institucionais e Internacionais, Luís Cortez, o assessor do ministério proferiu ainda a palestra “A Educação Superior em Cuba”, no Centro de Convenções da Universidade. González recebeu o Portal e concedeu entrevista.

Portal – Qual o principal motivo de sua visita à Unicamp?

González – Queremos dar continuidade ao processo de relações acadêmicas iniciado há quatro anos com o reitor José Tadeu Jorge e, a partir disso, criar novas linhas de interesse comum entre as instituições. Já existem projetos financiados pela Fapesp, pelo CNPq e pela Capes e isso é muito bom. Além disso, falarei sobre a educação superior em Cuba e quais os possíveis passos em direção à cooperação entre os países. Tivemos, em 2008, cerca de 2.600 pessoas de todo o mundo presentes ao sexto Congresso Internacional, com forte presença da Unicamp. Esperamos que no próximo ano isso se confirme.

Portal – Quais são as áreas prioritárias para as instituições cubanas?

González – Sobretudo a área de alta tecnologia, onde Cuba possui algum desenvolvimento, porém, há falta de equipamentos. Queremos trabalhar em conjunto nas áreas de alto impacto como telecomunicações, informática, ciência do conhecimento e física de novos materiais.

Portal -  É possível afirmar que boa parte do desenvolvimento mundial passa pela questão da integração das universidades?

González – Sim, e agora muito mais. Na sociedade atual, não é possível pensar que uma única universidade ou mesmo um único país possa ser autossuficiente. É preciso fazer alianças e elas se darão a partir da liderança nos vários setores. É preciso formar redes internacionais de universidades e a internet permite isso. Estamos apostando em uma forte integração.

Portal – O senhor crê que mesmo nos países ricos e desenvolvidos existe essa vontade de colaboração mútua?

González - Com ressalvas, mas existe. O espírito universitário está acima das políticas nacionais. A universidade é uma divisão liberal que gosta do intercâmbio. Eu mesmo visitei várias universidades ao redor do mundo e independente do nível de desenvolvimento, de riqueza e de posições ideológicas e culturais, a universidade está aberta a esse intercâmbio. Nas universidades brasileiras essa questão é muito aberta. Tratam-se de universidades altamente fortes e capacitadas, mas que tratam as outras instituições em nível de igualdade.