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Em SP, mais da metade das jovens com menos de 22 anos grávidas têm oito anos de escolaridade

Publicado em 26 julho 2010

Da Agência Fapesp

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com jovens que tiveram filhos antes dos 22 anos de idade aponta que mais da metade das jovens mães passaram ao menos oito anos na escola.

Os dados obtidos tiveram como base informações de 908 adolescentes e seus parceiros atendidos na Casa do Adolescente de Pinheiros, localizado na zona oeste da capital paulista, entre agosto de 1997 e janeiro de 2010.

De acordo com o levantamento, 54,7% das meninas consultadas completaram ao menos o primeiro grau. Oito (1,7%) eram universitárias. As adolescentes iniciaram a vida sexual aos 15 anos e tinham, em média, 17,5 anos de idade quando engravidaram. Do total de meninas só 14% informaram que tinham o desejo de engravidar.

No caso dos parceiros das adolescentes, o levantamento mostra que 48,4% deles estudaram por mais de oito. Os jovens pais tinham 22 anos, em média, quando consumaram a gravidez.

Segundo a Secretaria, os números são contrastantes ao apontar que escolaridade parece não funcionar como um fator de prevenção. Cerca de 61% dos entrevistados não usaram qualquer tipo de método contraceptivo no momento da relação sexual. O anticoncepcional via oral foi usado por 19% das mulheres, enquanto apenas 16% dos rapazes usaram preservativo.

Apesar disso, os números de adolescentes grávidas decaem ano a ano. O Estado de São Paulo registrou queda de 36,2% no número de adolescentes grávidas em 2008, em comparação com o ano de 1998. Foram 94.461 jovens com idades até 19 anos grávidas em 2008 contra 148.018 em 1998.