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Gazeta de Ribeirão online

Em foco

Publicado em 30 março 2009

Interação. As palavras do secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, Matthias Machnig, ditas durante o Congresso Ecogerma 2009, na semana passada, sobre a proximidade existente entre economia e ecologia, refletiram a urgência, atribuída por cientistas, de gestores públicos e empresários buscarem tecnologias e soluções sustentáveis para a redução dos efeitos das mudanças climáticas no mundo. Segundo Machnig, “Tudo indica que, depois que a crise passar, o crescimento populacional e econômico mundial continuará. Isso nos faz concluir que a ecologia será a economia do século 21. As tecnologias verdes serão um dos maiores impulsionadores da recuperação econômica dos próximos anos”, disse na conferência Greening the economy: inovação como chave para o desenvolvimento sustentável. Mas, alertou: “Essa terceira revolução industrial só será viável se as empresas conseguirem garantir os empregos, evitando transformar as soluções na área energética em novos problemas sociais. Sairão na frente as empresas que conseguirem ver oportunidades de negócio nessas mudanças de paradigmas ambientais, econômicos e de emprego”.

AUXÍLIO

Mulheres na Ciência. A L’Oréal-Brasil, em colaboração com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, abriu chamada para o Programa de Bolsa-Auxílio (Grant) – 2009. Serão concedidas sete bolsas-auxílio a doutoras brasileiras nas áreas de ciências biomédicas, biológicas e da saúde (4 bolsas), ciências físicas (1), ciências matemáticas (1) e ciências químicas (1), no valor de US$ 20 mil (convertidos em reais) cada uma. Mais informações e inscrições: www.abc.org.br/loreal

INOVAÇÃO

Empreendedorismo. O estado norte-americano do Texas quer atrair pesquisadores e empreendedores brasileiros da área de ciência e tecnologia e, para isso, pretende abrir diálogo com instituições de pesquisa nacionais para o desenvolvimento de parcerias. Além de parcerias público-privadas e relações entre empresas, a secretária contou que os projetos também são focados em contatos com as universidades. “Damos importância às instituições de pesquisa porque é nelas que começa a inovação”, apontou.

AGROTÓXICO

Percepção. Uma pesquisa feita com plantadores de tomate indicou que 72,9% dos entrevistados têm consciência do risco a que estão expostos quando manipulam agrotóxicos, mas essa percepção não é suficiente para, segundo o estudo, “desencadear o processo de mudança de atitude”. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que 58,4% dos entrevistados trabalhavam com agrotóxicos há mais de 15 anos. Para ler o artigo Condições de trabalho associadas ao uso de agrotóxicos na cultura de tomate de mesa em Goiás, acesse a biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP) na internet. (Colaboração José Aparecido da Silva)