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Agência USP de Notícias

Em evento, Cietec destaca importância da Fapesp para empreendedorismo

Publicado em 05 dezembro 2006

Os ferros de passar roupa, assim como os chuveiros, são apontados pela Eletropaulo como os principais vilões do consumo de energia elétrica dentro das residências. E mais de 90% das pessoas, segundo estudos de mercado, consideram passar roupa a mais desagradável das atividades domésticas. Imagine então a chance de se ver livre dessa atividade e poder ter suas roupas passadas sem precisar perder seu tempo perto do ferro e ainda economizar quase a metade da energia e do dinheiro gastos.
Essa facilidade é proporcionada por uma das empresas ligadas ao Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) — órgão apoiado pela USP que procura dar auxílio administrativo e científico a micro e pequenas empresas com planos de negócios inovadores na área tecnológica. Além das facilidades de acesso aos laboratórios dos campi uspianos, muitos dos projetos dessas empresas contam também com investimentos de programas de apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), como o Pipe - Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas.
Buscando mostrar os resultados dessa injeção de recursos no desenvolvimento de suas empresas, o Cietec realizou na manhã dessa terça-feira (5), a 7ª edição do Café Tecnológico, que teve a Fundação como principal homenageada. O evento, entre outras atividades, apresentou o caso de sucesso de oito das 73 incubadas que já foram beneficiadas com os cerca de R$ 12,2 milhões injetados pelos programas de apoio da Fapesp. Além da alisadora de roupas que substitui o ferro elétrico, foram apresentados projetos nas áreas de magnetismo, construção civil, instrumentos a laser, combustíveis, entre outros.
"A gente vê a Fapesp como uma agência de fomento preocupada com inovação e com a apropriação de conhecimento pelo setor produtivo", afirmou o presidente do conselho deliberativo do Cietec, Cláudio Rodrigues. "O apoio faz diferença para o sucesso dos projetos", constatou Sérgio Risola, gerente executivo do Centro.

Carlos Henrique Brito Cruz
Esse sucesso traz consigo um aumento no faturamento dessas empresas, o que é fundamental para outro ponto destacado pelas oito que se apresentaram: o retorno dos recursos investidos pela Fapesp ao Estado em forma de impostos: "esses recursos não são originalmente reembolsáveis. Mas, como várias das empresas já demonstraram em suas apresentações, são retornáveis através de impostos, empregos gerados e desenvolvimento, que é o grande objetivo para o qual a Fapesp está tentando contribuir", afirmou o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique Brito Cruz.
"Além de gerar emprego e renda, as empresas fazem uma coisa muito importante, que é inserir o país na comunidade de produtos e serviços de valor agregado", complementou o presidente do Conselho do Cietec.
O retorno do investimento realizado pelo Sebrae na estrutura do próprio Cietec também foi enfatizado. "Hoje são gerados em impostos um valor seis vezes maior do que o investimento do Sebrae para a gestão do Cietec, que custa 900 mil por ano. As empresas estão gerando, também por ano, quase 6 milhoes de reais. É o retorno do recurso publico investido no empreendimento", concluiu Rodrigues.

Futuro
Risola prometeu para os primeiros meses de 2007 o lançamento do núcleo do Parque Tecnológico. Diferente de outros parques ao redor do mundo, o do Cietec funcionará como uma ampliação do Centro que já existe hoje. "Será útil para empresas que já passaram pela incubadora, mas que ainda precisam do vínculo com a pesquisa, com os laboratórios. Será uma fase de transição entre a incubadora e o mercado", explicou.
Ainda de acordo com o gerente, os planos são expandir a capacidade da incubadora: "Falar que colocaríamos 100 empresas aqui, parecia um sonho. Hoje pensar em colocar 200 empresas não assusta ninguém. É só dar conitnuidade ao que vem vendo feito".