Notícia

Jornal da USP online

Em encontro, dirigentes da Universidade debatem as atividades-fim da Universidade

Publicado em 02 março 2020

Por Adriana Cruz

O campus de Ribeirão Preto foi a sede da Reunião de Dirigentes da USP, realizada nos dias 27 e 28 de fevereiro. Cerca de 100 diretores das Unidades de Ensino e Pesquisa, Museus, Institutos e Centros Especializados se reuniram no Espaço de Eventos da Faculdade de Medicina (FMRP), onde tiveram a oportunidade de discutir sobre os projetos da gestão voltados para as atividades-fim da USP. Esta foi a sétima edição do encontro nesta gestão reitoral.

Na primeira parte do encontro, os pró-reitores da Universidade apresentaram os principais programas desenvolvidos nos últimos dois anos. Na segunda etapa da reunião, foi a vez do debate em torno das atividades-meio, ligadas aos aspectos administrativos da gestão.

“Para 2020, as perspectivas acadêmicas são promissoras. Na graduação, a inclusão social está se consolidando, com a atração de talentos que não teriam a oportunidade de entrar na USP. Na pós-graduação, a reformulação da área é uma grande bandeira da USP. Na pesquisa, estamos consolidando a multidisciplinaridade, com a atuação de mais de 200 grupos. Na cultura e extensão, o relacionamento com a sociedade está sendo ampliado”, avaliou o reitor Vahan Agopyan. “Institucionalmente, há incertezas que podem se refletir em nossas atividades. A reforma tributária é preocupante, pois não temos uma visão clara do que se quer e o impacto disso nos tributos do Estado”, considerou.

Acompanhe, a seguir, os principais pontos abordados durante o encontro.

Avanços conquistados

A pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, fez um balanço dos projetos desenvolvidos em 2018 e 2019 e enfatizou a importância e a necessidade de as comunidades interna e externa conhecerem melhor as atividades oferecidas pela Pró-Reitoria.

Dentre os projetos destacados pela pró-reitora, estão os investimentos na área de empreendedorismo social e a reabertura do anfiteatro Camargo Guarnieri, em dezembro de 2018, após passar por uma grande reforma.

O pró-reitor de Graduação, Edmund Chada Baracat, comemorou os resultados alcançados pela política de inclusão social implantada pela Universidade, que ampliou o acesso de estudantes de escolas públicas e pretos, pardos e indígenas. Outro ponto destacado por Baracat foi a criação das disciplinas ligadas à Pró-Reitoria.

Essas disciplinas têm uma característica peculiar: não estão vinculadas a nenhuma unidade de ensino específica, mas à Universidade como um todo. Além disso, não têm pré-requisitos e são oferecidas a alunos de todos os cursos de graduação da USP.

Para o pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto, os avanços conquistados na área nos últimos dois anos foram significativos. Dentre eles, está a criação de um novo centro dedicado para o desenvolvimento de estudos na área de inteligência artificial.

O projeto, que nasceu a partir de uma proposta elaborada pela PRP, foi selecionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela empresa IBM e receberá recursos da ordem de US$ 1 milhão anuais durante um período máximo de dez anos. O centro, que está sediado no prédio do Centro Inovação Inova USP, já conta com mais de 60 professores associados de diversas instituições e deverá iniciar suas atividades já em 2020.

Manter a excelência na formação dos estudantes é, segundo o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Junior, a premissa que tem embasado o trabalho desenvolvido no âmbito de sua Pró-Reitoria. Uma das ações adotadas nesse sentido foi a criação, no final do ano passado, da Cátedra Paschoal Senise, que tem como propósito refletir sobre a pós-graduação da Universidade e propor inovações na área. O professor e cientista político Abílio Baeta Neves foi o indicado para ser o primeiro titular da Cátedra.

Carlotti adiantou que, neste ano, deverão ser retomadas as discussões com a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre a proposta de reorganização da oferta dos cursos de pós-graduação de Mestrado e Doutorado. As discussões foram suspensas em função das recentes mudanças na presidência da agência de fomento.

A segunda parte do encontro foi dedicada às apresentações do superintendente de Assistência Social, Gerson Yukio Tomanari, que abordou a questão do acolhimento estudantil; do procurador-geral e superintendente de Relações Institucionais da Universidade, Ignácio Maria Poveda Velasco, que falou sobre a nova abordagem da Procuradoria Geral; e do presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Valmor Alberto Augusto Tricoli, que fez uma explanação sobre a política de internacionalização da USP.

O vice-reitor Antonio Carlos Hernandes apresentou algumas das novas ações a serem implementadas no âmbito da Coordenadoria de Administração Geral (Codage), como a adoção de um novo sistema voltado para a gestão dos convênios, a agilização de processos para contratação de obras e reformas de até R$ 650 mil e os investimentos realizados para a modernização do Hospital Universitário (HU).

Outro tema fez parte da pauta foi o surto de coronavírus e seus possíveis efeitos na Universidade. O superintendente de Saúde e do HU, Paulo Francisco Ramos Margarido, tranquilizou os presentes e reforçou que os casos suspeitos devem ser encaminhados para avaliação dos órgãos de saúde. Também foi discutida a questão da cessão de espaço físico às entidades estudantis.

Ao final de cada uma das apresentações dos dois dias do encontro, os dirigentes tiveram a oportunidade de expor suas dúvidas e suas sugestões sobre os temas.