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Saúde é Vital

Em defesa das abelhas

Publicado em 01 setembro 2019

O apelo em prol das abelhas vem de cientistas, ambientalistas e do próprio braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, a FAO. Nos dias de hoje, já não soa exagerado dizer que esses insetos correm risco de extinção. Estudos conduzidos por centros de pesquisa e universidades brasileiras atestam que o uso massivo de agrotóxicos por aqui é a grande razão para a alta mortalidade observada nos últimos anos. De acordo com os experts, milhões de abelhas perderam a vida recentemente em função dos pesticidas. Esse é um drama que não se restringe ao Brasil nem é terrível apenas para elas. Como a própria FAO alerta, esses insetos são decisivos para a polinização das plantas, tanto em cultivos estruturados como nas matas. A ruína das colmeias pode impactar, portanto, o agronegócio e mesmo a subsistência de algumas populações. Rever e fiscalizar a aplicação de certos defensivos agrícolas e optar por produtos menos tóxicos são medidas urgentes para salvar as abelhas.

Essa espécie, de origem europeia, reina em terra brasileira e é a principal produtora de mel por aqui. Mas tem sido vítima frequente dos agrotóxicos, que, segundo análises de universidades paulistas, encurtam seu tempo de vida e mexem até com o comportamento delas.

As abelhas nativas sem ferrão, encontradas nas matas brasileiras, são ainda mais suscetíveis aos efeitos deletérios dos pesticidas, indicam experimentos apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Padecem com eles espécies como uruçu, canudo e jataí.