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Em cartaz no Arquivo Histórico Municipal, “Arquivo e Memória do 8 de janeiro” propõe ter a documentação social como meio de pensar narrativas históricas (1 notícias)

Publicado em 22 de janeiro de 2025

Neste mês de janeiro, completaram-se dois anos de um dos eventos mais marcantes — e obscuros — dos quase quarenta anos desde a redemocratização no Brasil: os ataques golpistas aos edifícios-sede dos Três Poderes, em Brasília, no domingo, 8 de janeiro de 2023, protagonizados, em sua maioria, por apoiadores do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Cerca de três meses após os atos, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República liberou, sob determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), as imagens das câmeras de vigilância que flagraram as invasões e o vandalismo.

E foi a partir desses vídeos que um grupo de doutorandas e pós-doutorandas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, coordenado por Giselle Beiguelman, artista e professora da FAU, aprofundou um projeto já existente — o Projeto Temático FAPESP (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo): Acervos Digitais e Pesquisa — e formulou a exposição Arquivo e Memória do 8 de janeiro de 2023, em cartaz no Arquivo Histórico Municipal (AHM) de São Paulo desde o fim de novembro. A princípio, a mostra fica em exibição até dia 28 de janeiro — ao Jornal da USP, Giselle Beiguelman revelou que esse tempo pode ser estendido, pelo menos, até 31 de março. A entrada é gratuita.