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Eleição inédita

Publicado em 09 dezembro 2008

Eliete Bouskela, professora titular e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), tornou-se a primeira mulher brasileira a ocupar uma cadeira na Academia Francesa de Medicina

Fundada em 1820, a agremiação é uma das mais tradicionais instituições de saúde deste gênero em todo o mundo. Com extensa experiência na área de fisiologia cardiovascular, Eliete Bouskela foi eleita em reconhecimento por seu trabalho a frente do Laboratório de Pesquisas em Microcirculação da Uerj.

Com uma votação expressiva, sendo 82 votos favoráveis entre os 86 possíveis, a pesquisadora brasileira tomará posse no próximo dia 16 de dezembro, na sede da Academia Francesa de Medicina, em Paris.

Eliete foi eleita na categoria "Membro correspondente estrangeiro" na área de ciências biológicas e farmacêuticas que tem, entre seus titulares, o ganhador do Nobel da Medicina deste ano, o virologista francês Luc Montagnier, responsável pela descoberta do vírus da Aids há 21 anos.

A eleição da pesquisadora da Uerj para a academia começou em 2007, quando ela apresentou, em Paris, uma conferência sobre os resultados de seus estudos sobre regulação da reatividade microvascular nos choques séptico e hemorrágico, disfunção endotelial e microvascular em diabetes e obesidade.

Com a eleição, Eliete se une ao seleto grupo de cientistas brasileiros que constam dos registros da Academia: Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Carlos Chagas Filho, Jorge Alberto Costa e Silva e Augusto Paulino.

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1973, mestrado em Biofísica (1975) e doutorado em Fisiologia (1978), ambos na mesma universidade, a professora também é membro titular da Academia Nacional de Medicina, coordenadora da área biomédica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), editora-chefe dos Anais da Academia Nacional de Medicina e consultora do Ministério da Saúde.

(Agência Fapesp, 9/12)