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Ele fundou uma startup de biotecnologia que ajuda empresas na luta contra a covid-19

Publicado em 30 junho 2021

O jovem Aruã Prudenciatti é, antes de mais nada, um cientista. Mas isso não o impede de ser também um empreendedor. Mestre em biotecnologia pela Unesp, ele é fundador da Crop Biotecnologia, startup criada em 2020 com o objetivo de mudar o tratamento de doenças crônicas, principalmente aquelas relacionadas às comorbidades provocadas pelo colesterol alto. Para tirar a ideia do papel, foi atrás de recursos, e acabou sendo contemplado com um PIPE Fapesp de R$ 200 mil. Só que, durante a pandemia, o jovem encontrou uma nova oportunidade para a empresa.

Com a crise sanitária, Prudenciatti percebeu que o modelo de trabalho e pesquisa da Crop poderia auxiliar outras empresas na luta contra o coronavírus. Usando metodologias científicas de teste e adesão, pivotou parte do negócio para atender a nova demanda. O processo foi feito junto aos colegas Lucas Ribeiro e Guilherme Luz - este último não faz mais parte da sociedade.

Para ajudar as empresas a criarem produtos contra o coronavírus, a Crop passou a atuar em parceria com centros de pesquisa para prestação de serviço de P&D. Entre os parceiros, estão entidades como o Hospital das Clínicas da Unesp Botucatu. Nesse modelo, passou a realizar testes, gerar inovações e agregar resultados em itens usados na linha de frente contra a covid-19.

Uma das parcerias foi com a startup Visto.bio, responsável por criar um antisséptico que elimina do ar o SARS-CoV-2, causador da covid-19. Testou também um equipamento chamado Sterilair STR4, usado para esterilizar o ar, eliminando diferentes microorganismos. Só no primeiro trimestre deste ano, a startup cresceu 300% e montou um porfólio com 12 clientes. Com esses projetos, espera faturar pelo menos R$ 1 milhão este ano.

Hoje, são nove pessoas focadas somente nessa prestação de serviços para as empresas. “A gente consegue gerar um fluxo de caixa para se manter e investir em inovação. E, dessa maneira, aceleramos o proojeto principal, ligado às comorbidades”, conta o jovem empresário. Ele sabe que, no futuro, terá que pivotar novamente o negócio. “A pandemia vai acabar e vamos nos encontrar em um mercado desaquecido. Então, precisamos estar atentos para acompanhar as mudanças e as oportunidades."

O desenvolvimento de uma solução para as comorbidades causadas pelo alto colesterol ocorre em paralelo. “É um processo que pode levar até dez anos”, diz. Mesmo assim, a expectativa é que a Crop inicie seus ensaios clínicos com seres humanos daqui a cinco anos. “A biotecnologia é uma arma para enfrentar as doenças da nova realidade. Queremos tirar as soluções do papel e levá-las para as pessoas”, diz.

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