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Jornal do Commercio (PE) online

Elaborar sites eleitorais é bom negócio

Publicado em 16 julho 2008

O marketing político na rede não é só uma boa opção para os candidatos à Prefeitura do Recife. É também um excelente negócio para empresas desenvolvedoras de conteúdo para a internet e celulares. Em Caruaru, Agreste pernambucano, a empresa Caruaru 360 Graus encontrou no serviço para candidatos aos vários cargos das eleições 2008, um nicho para seus produtos. De acordo com o diretor comercial da empresa, George Azevedo, a solução oferece aos candidatos um site customizado, com a possibilidade de ser atualizado pelo próprio político ou sua assessoria. Basta entrar com um login e senha para modificar o conteúdo.

“O site está todo de acordo com as normas do TSE. O candidato pode colocar material para download, uma ferramenta de recados e estatísticas completas de acesso. Além disso, a página está integrada com o Orkut”, conta Azevedo. O empresário explica que a ferramenta tem sido muito procurada no interior do Estado, principalmente por sua integração com a rede social. A solução custa entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

Outra que aposta no interior é a Site Para Político. A empresa oferece um serviço completo, do registro do domínio à hospedagem de material para download. Segundo o diretor comercial da empresa, Solon Albuquerque, a solução oferecida também prevê que qualquer candidato ou seus assessores, usando senha fornecida pela empresa, atualizem a página. “Quando o político se cadastra, a informação já vai para o banco de dados da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), que administra os domínios do Brasil”, conta.

Com o site, o candidato terá 1 Gb de espaço para armazenamento de material de campanha, como músicas e vídeos, sem limite de tráfego. Ou seja, o download de material não é limitado. “A internet será o grande diferencial da campanha deste ano. Ontem mesmo (segunda-feira) tivemos que migrar de servidor porque o nosso já estava lotado”, revela. O serviço custa R$ 399.

Fora da internet, mas literalmente antenado com o marketing digital, a empresa cearense Besync oferece uma solução de marketing político por celular que não fere as normas do TSE. O sistema, chamado Mobile Marketing Político, usa transmissão de dados para telefones móveis equipados com bluetooth. Segundo o diretor técnico da Besync, Leandro Neves, os eleitores, para receberem o marketing político, têm que ligar seus dispositivos bluetooth e aceitar o envio do material.

“O que é proibido é o SMS. Além disso, o usuário pode escolher se quer receber o conteúdo ou não. É um meio legal e ético de enviar propaganda”, conta. O sinal, com alcance de até dois quilômetros, pode ser usado em comícios ou outros eventos políticos para enviar material complementar, além de fazer medições estatísticas de fluxo de público. O valor da solução não foi revelado.