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Eficácia da Coronavac deve começar a ser avaliada em outubro, diz diretor do Instituto Butantan

Publicado em 11 setembro 2020

Por Karina Toledo, da Agência FAPESP

O ensaio clínico de fase 3 com a vacina Coronavac está evoluindo rapidamente no Brasil, sem qualquer intercorrência registrada até o momento, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (09/09) no Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é que até o fim de setembro todos os 8.870 voluntários já tenham recebido as duas doses do imunizante desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac Biotech e que a análise da eficácia tenha início em meados de outubro.

“Havendo comprovação da eficácia, a vacina poderá ser registrada pela Anvisa e, em seguida, disponibilizada ao Ministério da Saúde. Em dezembro o Butantan terá 46 milhões de doses disponíveis para o Ministério da Saúde dar início ao programa de imunização. Entendo que esta é uma perspectiva realista”, disse Covas.

Até o momento, mais de 4 mil voluntários brasileiros já receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Uma parte deles também já recebeu a segunda aplicação. “Na etapa atual, além da inclusão dos voluntários, fazemos o seguimento de segurança e o monitoramento dos casos de COVID-19 entre os participantes. Caso algum deles apresente qualquer sintoma respiratório é feito o teste de RT-PCR [capaz de detectar o material genético do vírus em amostra biológica] para confirmar se contraiu ou não a doença. Mas ainda não temos resultados preliminares sobre a eficácia”, disse à Agência FAPESP o médico Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e coordenador do estudo clínico no Brasil.

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