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Jornal Primeira Página

Educação evita Síndrome Metabólica

Publicado em 24 agosto 2011

Por Anna Paula Carvalho

O estudo da Síndrome Metabólica que foi apresentado em recente pesquisa pela professora e endocrinologista, Ângela Leal, em recente estudo realizado pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), sobre a doença, que é um conjunto de fatores de risco cardiovascular que inclui hiperglicemia - com ou sem diabetes-hipertensão arterial, obesidade e aumento da circunferência da cintura,com altos índices entre a população da cidade, mostrou novidades no que se refere à prevenção. A análise da professora diz que esse é o melhor caminho para se evitar a síndrome. "A falta de bons hábitos alimentares e físicos, além do tabagismo, são os maiores precedentes para a incidência da doença. Uma dieta balanceada em conjunto com a prática de atividades físicas orientadas e o combate ao estresse são armas poderosas a fim de se evitar o surgimento da doença", analisa a professora que salienta que devem ser levados também em consideração os fatores genéticos hereditários, pois estes não são previsíveis.

Outro aspecto visto pela pesquisadora é que a população, assim como seus dirigentes, deve entender que a informação é o melhor caminho para deixar distantes os sintomas da Síndrome Metabólica, pois através das medidas preventivas como saúde e educação é que a doença pode ser afastada.

O trabalho foi elaborado também por docentes, e patrocinado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e incluiu medição de peso e circunferência abdominal, coleta de sangue, avaliação da pressão arterial e da aplicação de questionários sobre condições de saúde e indicativos sócio-demográticos. A professora ainda disse que a análise dos dados mostrou que a prevalência da síndrome se apresentou com 36% entre os homens, e de 38% entre as mulheres, com o critério que inclui circunferência abdominal, a prevalência subiu para 45,3% entre os homens e para 45,5% entre as mulheres. O estudo ainda citou resultados interessantes e apontou uma associação do problema com a condição educacional dos entrevistados.