Notícia

SEGS Portal Nacional de Seguros & Saúde

Edtech que representa Brasil na final global do prêmio WSA aposta em games como alternativa para educação híbrida

Publicado em 24 setembro 2020

Educacross desenvolveu uma plataforma para ensino de matemática por meio de jogos digitais, gamificação e inteligência artificial; prêmio promove inovações digitais que podem contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

A Educacross, uma Edtech (startup de Educação e Tecnologia) que representará o Brasil na final global do prêmio WSA (World Summit Awards) - iniciativa relacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU), tem revolucionado o ensino da Matemática no Brasil e no mundo. A empresa criou uma plataforma que utiliza jogos digitais, gamificação e personalização potencializadas pela Inteligência Artificial e que, com a convergência de metodologias, promove o desenvolvimento do protagonismo, da autoavaliação e da metacognição nas crianças;

A startup foi ganhadora da etapa brasileira do prêmio, que aconteceu em agosto, na categoria Aprendizado e Educação, e participa da final que acontecerá em março de 2021, em Dubai, com representantes de 180 países. O objetivo do prêmio é promover as melhores inovações digitais do mundo, valorizando a sua contribuição à inclusão e acessibilidade digitais.

Érica Stamato, CEO da empresa, explica que desde que foi criada, a Edtech tem transformado experiências educacionais em resultados surpreendentes. “A plataforma é desenhada para as crianças deste século, os nativos digitais. Por meio dos games, a criança realmente aprende e faz isso brincando, no seu ritmo”, diz.

De acordo com Érica, com a pandemia do coronavírus, ficou evidente a urgência da inserção da Aprendizagem Híbrida, que amplia as experiências educativas no tempo e no espaço, oportunizando novas formas de ensinar e aprender. Ela destaca que na Educacross a criança é protagonista na aprendizagem.

“Com a pandemia, muitas escolas correram para colocar o professor para falar com a turma por meio de uma plataforma digital de reunião. Há setores da educação que estão presos no modelo chamado cuspe e giz, no qual o professor dirige as ações e as crianças executam o que lhe é mandado. Esse método funcionou no passado, mas já não faz sentido há muito tempo”, afirma.

De acordo com Érica, as crianças precisam ser atuantes, colocar a “mão na massa”, aprender fazendo, experimentando, projetando, discutindo, e não mais ouvindo, copiando e respondendo a “resposta certa”. “A educação do futuro é a da cooperação, da experimentação, das trocas de saberes e da cultura digital. As crianças deste século são nativos digitais, têm a tecnologia em seu DNA. Para eles o digital é natural, intuitivo e construtivo”.

A CEO, que tem MBA em Gestão Escolar pela USP e é pós-graduada em Psicopedagogia Institucional enfatiza que o ensino e o aprendizado da Matemática é um desafio, principalmente, no Ocidente. “O desenvolvimento do pensamento matemático favorece de forma ímpar a aquisição de outras áreas do conhecimento, sendo essencial para o pleno desenvolvimento humano e estratégico, e para o crescimento socioeconômico de um país”, diz.

TECNOLOGIA

A Educacross desenvolveu uma plataforma que une várias metodologias como o aprendizado baseado em jogos digitais, no qual os alunos interagem de forma lúdica e envolvente, permitindo uma aprendizagem ativa e significativa. “A partir dessa interação, um conjunto de algoritmos, técnicas, estatísticas e ferramentas analíticas entregam aos alunos experiências personalizadas, e os professores recebem informações sobre a interação e o desempenho dos alunos”, que trata de aprendizado baseado em evidências, explica Érica.

Por meio de evidências, os professores identificam o desempenho individual e coletivo dos alunos, recebem sugestões e podem propor ações pedagógicas que otimizem a aprendizagem. “A plataforma garante a avaliação contínua e em tempo real, em virtude da convergência de técnicas computacionais como a Inteligência Artificial e o Big Data”

Elaine Pinheiro, diretora presidente da ONG HumaniTI, de São Paulo (SP), afirma que a aplicação da Educacross nas escolas de Ensino Fundamental I na cidade de Osasco está sendo muito bem recebido pelos profissionais da Rede e pelos alunos. “A plataforma facilita a elaboração de roteiro de jogos alinhada ao planejamento curricular da rede, assim como a personalização das atividades para os alunos, contribuindo para a superação dos desafios de aprendizagem”, diz.

Ela afirma que os alunos estão entusiasmados com a possibilidade de aprender brincando. “No cenário de pandemia, estamos percebendo que a plataforma incentiva a participação da família na aprendizagem do aluno”.

Já Sônia Paro, diretora escolar em Bebedouro (SP), relata que com um ano de aplicação da Educacross, a escola passou de nota 5,7 para 7,0 no IDEB entre 2016 e 2017. Em 2018, os alunos do 4º ano foram classificados em Olimpíada Internacional de Matemática.

“Utilizamos a Educacross de forma sistemática. Além da aprendizagem da Matemática, muitas crianças foram alfabetizadas a plataforma. Ela transforma o ambiente escolar: alunos, pais e professores estão mais confiantes e felizes”, afirma.

A plataforma é formada por 2 mil jogos, com mais de 1 milhões de desafios. Desde que foi lançada no mercado, em 2016, foram mais de 56 milhões de missões resolvidas. “Queremos impactar 1 milhão de pessoas até 2022 e depois 1 bilhão de pessoas até 2026. A Educacross vai mudar a forma como a aprendizagem acontece no mundo e vai transformar a Educação de vez”, completa Reginaldo Gotardo sócio e cofundador da empresa.

SOBRE A EMPRESA

A Educacross passou pelo processo de incubação na Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, de Ribeirão Preto (SP). A empresa desenvolvedora de soluções educacionais inovadoras na Educação Infantil e Ensino Fundamental conta com equipe multidisciplinar com vasta experiência na área Tecnológica e Educacional.

Foi vencedora do Prêmio Lide em 2016; eleita uma das Startups mais promissoras e inovadoras em 2015; entrou no programa BizSpark de apoio da Microsoft em 2017. A empresa recebeu apoio em projetos com CNPq e FAPESP, participou do Programa de Aceleração do Facebook – FBStart e parcerias com Laboratórios de Pesquisa na USP, UFSCar e Unesp. Recentemente foi a vencedora nacional do Prêmio World Summit Awards WSA em Aprendizagem e Educação.

Essa notícia também repercutiu nos veículos:
Negócios em foco