Notícia

A Tarde (BA)

É um pássaro, é um avião?

Publicado em 21 fevereiro 2009

Por Roberta Marques

Em 2009, o Observatório Nacional (ON) – que fica no Rio de Janeiro – vai instalar um super-telescópio na fronteira de Pernambuco com a Bahia. Esse poderoso instrumento vai monitorar o risco de asteróides e cometas caírem na Terra. Será o primeiro telescópio com essa missão na América do Sul.

A partir do meio do ano, o telescópio vai conseguir dar informações sobre a forma e o tamanho dos asteróides e cometas e encontrar o caminho que fazem no espaço, para descobrir os que giram nas proximidades da Terra e oferecem risco, ainda que pequeno, de cair por aqui.

A Nasa – agência do governo norte-americano que estuda o espaço – mapeou cerca de seis mil pequenas rochas espaciais ao redor da Terra. Cerca de mil delas poderiam de fato atingir o planeta e causar algum dano. Mas o risco é pequeno.

Dados de pesquisas da Agência Espacial Européia (ESA) mostram que a cada 100 mil anos existe a chance de cerca de 16.500 asteroides com um quilômetro de diâmetro caírem no planeta.

Monitoramentos como o que será feito com o telescópio baiano-pernambucano diminuem o perigo.

Atenção!!! Entre 2h e 3h da madrugada do dia 23 para 24/02, o Lulin, um cometa de cor esverdeada, poderá ser visto no céu, na constelação de libra. Prepare seus binóculos ou seu telescópio e aponte para um pontinho parecido com um chumaço de algodão. É o cometa! Amanhã, tem mais informações sobre o Lulin na edição do Ciência & Vida.

Pedra disputada

Cerca de 56 asteróides já caíram no Brasil, sendo que três deles foram na Bahia: em Bendegó (1784), em Quijingue (1980) e em Rio do Pires (não se sabe o ano).

O Meteorito Bendegó é o maior meteorito brasileiro, pesa 5,36 toneladas, mais ou menos o peso de um elefante adulto. Ele caiu em 1784, perto de Monte Santo, na Bahia, a 352 quilômetros de Salvador. Foi encontrado por um menino de 15 anos, perto do riacho Bendegó (daí veio o seu nome).

O meteorito está exposto no Rio de Janeiro, no Museu Nacional. Um pedaço de 60 quilos foi cortado e exibido em várias cidades do mundo.

Em Salvador, existe uma cópia do meteorito no Museu Geológico da Bahia.

Em Feira de Santana, no Observatório Antares, há também outra cópia.

Fonte: Boletim Pesquisa Fapesp Online