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Doutorando dará continuidade a projeto da Unesp dentro do MIT

Publicado em 14 fevereiro 2014

Por Marcos Jorge

Desde o início de fevereiro, o doutorando Pedro Henrique Suman está no Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, dando continuidade ao projeto de desenvolvimento de sensores de gás tóxicos iniciado há três anos dentro do programa de Ciência e Engenharia de Materiais da Unesp (Posmat), em Araraquara.

Nos EUA, Pedro ampliará o estudo realizado em Araraquara, experimentando novos elementos e alterando a superfície dos materiais. "Inicialmente estudávamos as propriedades como sensores de gás de materiais puros a base de óxido de estanho na forma de microdiscos e nanofitas. Agora experimentaremos outras estruturas, como nanotubos", explica o aluno do Posmat, da Unesp. "Além disso, vamos modificar a sua superfície, adicionando outro óxido, o óxido de cobre, e também metais nobres catalisadores, como platina, paládio".

Oriundo de escola pública, Pedro concluiu a graduação em física no campus de Ilha Solteira. Durante o mestrado, trabalhou em um projeto conjunto com o MIT onde desenvolveu discos cristalinos de óxido de estanho sensíveis ao dióxido de nitrogênio. O estudo gerou uma patente dividida entre o instituto norte-americano e a Unesp, além de um artigo na revista Science Direct.

Em Araraquara, Pedro é orientado pelo professor Marcelo Ornaghi Orlandi, do Instituto de Química, enquanto nos EUA será orientado pelo professor Harry Tuller, do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais do MIT. Há aproximadamente três anos, Tuller e o professor José Arana Varella iniciaram a cooperação entre os dois grupos visando o desenvolvimento dos sensores.

Pedro é o segundo doutorando do Posmat a visitar o MIT, um dos mais prestigiados centros de pesquisa do mundo. Ele ficará no país até o dia 31 de janeiro de 2015. Antes dele, Anderson André Felix também passou um ano no instituto durante seu doutorado. "Nós esperamos que essa relação seja continua e que dure muitos anos. Eles [a equipe do prof. Tuller] estiveram uma semana em Araraquara, no ano passado, e ficaram fascinados com a estrutura do Instituto de Química", lembra Pedro. "A diferença é que no Brasil estamos mais focados em produzir e desenvolver novos materiais, enquanto no MIT eles visam o estudo das propriedades dos materiais, pensando em possíveis aplicações tecnológicas", explica.

A mobilidade do estudante da Unesp é parte de um programa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo), chamada Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) e que fomenta o intercâmbio de curta e média duração de pesquisadores no exterior.

Internacionalização da Unesp

A Unesp assumiu a internacionalização da universidade como uma das prioridades de sua gestão, mantendo atualmente relações com 45 países, num total de 395 acordos vigentes. Este esforço visa diversificar o ambiente acadêmico e colocar alunos e professores em contato com outras culturas e diferentes visões de mundo, contribuindo assim para o intercâmbio da ciência e do conhecimento e garantindo a inserção da Unesp no rol das grandes instituições de ensino superior internacionais.

(Portal Unesp)