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Dormir pouco ou muito aumenta risco de doença cardíaca, diz estudo

Publicado em 04 agosto 2010

Dormir pouco pode aumentar os riscos de desenvolver doenças cardíacas, assim como dormir muito, defende um estudo publicado no domingo (1º) na revista Sleep. A informação foi publicada no site da "Agência Fapesp".

Os pesquisadores analisaram os dados de 30.397 adultos que participaram do National Health Interview Survey de 2005, realizado pelo Centro de Controle de Doenças do governo dos EUA. O relatório recolheu informações sobre fatores demográficos e características socioeconômicas, de saúde e de estilo de vida da população.

O estudo levantou que o risco de desenvolver doenças cardivasculares foi 2,2 vezes maior em 8% das pessoas avaliadas que disseram dormir cinco horas por noite ou menos - incluindo sonecas durante o dia - em comparação àqueles que dormiam cerca de sete horas.

A associação entre cinco horas ou menos de sono por dia com doenças cardiovasculares foi maior entre mulheres e entre adultos com menos de 60 anos.

Entre as pessoas estudadas que dormiam nove horas por dia ou mais, o risco também foi alto, 1,5 vez maior do que entre aqueles que dormiam sete horas.

Os resultados foram adaptados para levar em conta variáveis que poderiam interferir no resultado, como idade, raça, sexo, tabagismo, consumo de álcool, IMC (índice de massa corporal), nível de atividade física, diabetes, depressão e hipertensão.

Apesar do número ideal de horas de sono por dia variar de pessoa para pessoa, a Academia de Medicina do Sono dos EUA recomenda que a maioria dos adultos durma entre sete e oito horas por noite, para manter-se alerta e descansado durante o dia.