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O Estado (CE) online

Dois bons e novos livros: A Natureza como Limite da Economia e a Economia Socioambiental

Publicado em 06 abril 2010

No próximo dia 19 de abril serão lançados, o livro "Economia Socioambienta" (Senac São Paulo), organizado por José Eli da Veiga, professor titular do Departamento de Economia da FEA-USP e coordenador do Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) do mesmo departamento, e o livro "A Natureza como Limite da Economia" (Senac São Paulo-Edusp-Fapesp) de Andrei Cechin, doutorando da Universidade de Wageningen, Holanda.

A obra que Eli da Veiga organizou, contém 14 capítulos escritos por especialistas convidados.

Os autores debatem a abordagem brasileira das questões socioambientais e refletem sobre a desarmonia entre os conceitos de civilização, progresso e natureza. Esse desacordo, pequeno no passado, cresceu assustadoramente com o modelo econômico capitalista, uma vez que, segundo Veiga, "o individualismo metodológico da teoria econômica ignora sistematicamente a natureza hierárquica dos sistemas sociais e ecológicos".

Segundo Andrei Cechin, titulr da obra "A Natureza como Limite da Economia" a economia é um subsistema do ambiente e, por isso, não pode contrariar as leis da física, em especial a Lei da Entropia (2ª Lei da Termodinâmica). Ressalta que toda a vida econômica se alimenta de energia e matéria de baixas entropias e produz resíduos de alta entropia. Para ele, os economistas, concentrados no fluxo circular monetário, parecem ter se esquecido do fluxo metabólico real e isso pode causar um "crescimento antieconômico", com custos maiores do que benefícios.